Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (10) em Teresina por suspeita de integrarem uma organização criminosa especializada em aplicar golpes com cartões de crédito. O grupo solicitava junto aos bancos cartões de crédito sem autorização dos titulares das contas e faziam compras indevidas. O prejuízo somado passa dos R$ 150 mil.
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Os presos são donos das maquininhas utilizadas nas compras indevidas. Eles foram identificados no âmbito da Operação Cartão Fantasma, deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). Quem dá mais detalhes é o delegado Humberto Mácola, responsável pelo inquérito.
“A organização tinha divisão por funções: alguns eram interceptadores dos cartões enviados às vítimas pelos bancos por correspondência, outros eram os responsáveis por intermediar a solicitação dos cartões junto às instituições e havia ainda os que usavam os cartões para fazer as compras nas maquininhas das pessoas que foram presas hoje”, explica.
Um dos presos tinha vários CNPJs em seu nome e a partir deles conseguia operar as maquininhas, mesmo sem possuir nenhuma empresa registrada formalmente. Ele e mais dois foram detidos e encaminhados à DRCC, onde prestam depoimento. A polícia cumpriu, ao todo, sete mandados judiciais em vários endereços na capital.
Prevenção
A polícia dá algumas orientações para evitar cair no golpe do cartão de crédito. A primeira delas é ficar atento e conferir diariamente seu aplicativo do banco e a fatura do cartão, para verificar se não há nenhuma compra não reconhecida registrada. Em caso de haver, a orientação é procurar imediatamente o banco e solicitar o bloqueio.
“Pedimos também que as pessoas coloquem um limite pequeno nas compras por aproximação, porque os criminosos se utilizam disso para roubar. Eles aproximam a maquinhas dos cartões físicos das pessoas, que mesmo guardados na carteira ou no bolso, ainda podem ser lidos para efetuar uma transação”, orienta o delegado Humberto Mácola.
Ele pede que, quem puder, prefira utilizar a versão digital do cartão de crédito na carteira digital do celular, que exige autenticação por biometria ou senha para ser acessado, mesmo com a função de aproximação. E neste período de carnaval, quem for para as festas, o ideal, diz o delegado, é evitar andar com o cartão de crédito físico nos bolsos ou à mostra.
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