A Arquidiocese de Teresina lançou nesta quinta-feira (06) a Campanha da Fraternidade 2025 com o Tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “Deus viu que tudo era muito bom". Este ano, a campanha é um chamado para que o ser humano desperte e perceba o que tem feito com sua casa, uma convocação para cuidar do meio ambiente e daquilo que Deus nos deu. Nas palavras do arcebispo de Teresina, Dom Juarez Marques, “que possamos superar o egoísmo, a ganância, o orgulho e se converter para Deus integralmente e ecologicamente para a vida”.

A proposta deste ano é buscar promover, em espírito de Quaresma e em tempos de crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra. Dom Juarez Marques conclamou a população teresinense para assumir sua responsabilidade com o mundo e cuidar de sua casa segundo os propósitos de Deus.
“É uma questão de mudança de hábito na relação conosco, com Deus e com os seres humanos, nossos semelhantes. Com a nossa casa. É uma responsabilidade de todo mundo. Quando o Papa fala da ‘casa comum’, é porque todos nós precisamos de ar para respirar, de água para beber, do verde para produzir o oxigênio. É uma questão urgente. É preciso louvar a Deus e é preciso obedecer a Ele, preservando o que é de todos e a nossa casa também”, explica o arcebispo.

A escolha do tema para a Campanha da Fraternidade 2025 não foi feita à toa. Este ano se celebra 800 anos que São Francisco de Assis escreveu o Cântico das Criaturas. A poesia apresentou em sua época temas que hoje são caros para a sociedade. O texto se baseia na integralidade do conhecimento e do cuidado com todas as formas de vida.
Coordenador arquidiocesano de Campanhas, o diácono Gilberto Penha explica que o problema da falta de cuidado com o planeta é sentido de forma local. É por conta disso, que a Arquidiocese conclama a Igreja de Teresina – os 37 municípios que a compõem – e a Regional Nordeste Quatro, com suas 260 cidades, para se somarem no esforço de manter a “casa comum” viva e em ordem. “Se estudamos e entendemos a Ecologia, por que não entender que nós devemos nos levantar e cuidar dessa casa para que possamos viver com qualidade? Não nós, mas aqueles virão depois de nós também”, questiona Gilberto.

A mudança na relação com o meio ambiente passa, também, pelo poder público e pelos governantes. O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado Severo Eulálio, esteve presente no lançamento da Campanha da Fraternidade buscar diálogo para aprofundar a participação dos agentes público na campanha. "Esperamos que seja uma discussão mais ampliada em que a gente possa participar e que a gente consiga entregar para a sociedade uma lei mais bem acabada e que seja mais proveitosa para o povo piauiense. Sem dúvida em breve estaremos aqui na conversa com nosso arcebispo", pontuou.

Como gesto concreto da Campanha da Fraternidade 2025, as Dioceses do Piauí realizarão a 16ª Romaria da Terra e da Água. O foco é fazer com que os olhos se voltem para o Extremo Sul do Estado, que vem sendo castigado por eventos climáticos extremos como a seca, em determinadas épocas do ano, e os temporais.
O diácono Gilberto Penha chama a natureza piauiense como “uma reserva que Deus colocou para a gente” e um espaço que precisa ser bem utilizado, empregado e administrado. “Deus colocou o homem no Jardim do Éden para administrar e cuidar como um jardineiro. Mas aí nasce a ganância, o pecado e a exploração e a gente vê que quem vai sofrer é quem está na ponta: o pobre e o mais fraco. São esses que a igreja está defendendo”, pontua.
A 16ª Romaria da Terra e da Água que ocorrerá nos dias 19 e 20 de julho na Diocese de Bom Jesus do Gurgueia.
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