Auricélia de Sousa Rocha, a técnica em Enfermagem que foi presa acusada de tentar retirar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), em Teresina, já havia respondido a outro inquérito policial anteriormente. Segundo consta na Transparência do Ministério Público Estadual (MPPI), ela já havia sido indiciada pelo crime de estelionato em março deste ano.
Conforme o inquérito, Auricélia teria feito várias compras online seguidas usando o cartão de crédito de um familiar sem autorização. A vítima teria sido surpreendida com os lançamentos na fatura e procurou a polícia por não reconhecer as compras. O Boletim de Ocorrência foi registrado no 8º Distrito Policial do bairro Dirceu.
Ao checar a origem das transações, a polícia constatou que o destinatário das compras era Auricélia e a intimou a prestar esclarecimentos. Em depoimento, a técnica afirmou que havia usado o cartão somente uma vez e com autorização do familiar. Ela negou o cometimento do crime, mas a polícia encontrou indícios da prática de estelionato e a indiciou.
O relatório foi encaminhado para o Ministério Público e recebido pela 22ª Promotoria de Justiça de Teresina, que propôs um Acordo de Não Persecução Penal. Em 24 de junho, o representante do MPPI procurou Auricélia no endereço indicado nos autos, mas não a localizou. Doze dias depois, ela foi presa, desta vez pela tentativa de retirar um bebê recém-nascido de dentro da MDER.