Raimundo Nonato da Conceição Morais, réu por ter matado três pessoas em um acidente na Avenida Gil Martins em agosto de 2025, vai ser levado a júri popular. Ele responde pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. O acidente em questão resultou na morte de Jardyel de Abreu Pessoa, Weslley Moura Sousa e Débora Mavy de Abreu Pessoa. Jardyel era ex-vereador de Monsenhor Gil, Débora era sua sobrinha e Weslley era assessor da vereadora Ana Fidélis.
A decisão de pronunciá-lo a júri popular foi expedida ainda ontem (07) pelo juiz da 3ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina. O Ministério Público e a defesa já apresentaram suas alegações, mas nem todas foram acatadas. A Promotoria de Justiça pediu a pronúncia de Raimundo por homicídio qualificado com perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. No entanto, o juiz retirou essas qualificadoras.
Já a defesa pediu que Raimundo não fosse pronunciado por dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de matar, e sim por homicídio culposo, quando não há intenção. O juiz manteve a pronúncia por dolo eventual.
Ao afastar as qualificadoras de perigo comum e impossibilidade de defesa das vítimas, a justiça abrandou um eventual aumento da pena de Raimundo Nonato. No entendimento do juiz, não há elementos para concluir que o réu tenha deliberadamente agido de surpresa, ele não planejou o ataque contra as vítimas, não escolheu um meio intencionalmente para impedir a defesa delas. Ele lembra que o contexto é o de um acidente de trânsito com dolo eventual.
Sobre a qualificadora do perigo comum, a decisão diz que, embora a conduta do réu tenha sido extremamente perigosa, não ficou demonstrado que ele quis ou assumiu o rico de expor várias pessoas ao mesmo tempo. Segundo o juiz, Raimundo não direcionou sua ação para criar perigo coletivo. A retirada das qualificadoras torna o crime de homicídio menos gravoso do ponto de vista legal.
Mesmo assim, a competência permaneceu no Tribunal do Júri Popular. A justiça ainda não marcou a data do julgamento, mas manteve a prisão preventiva do réu e determinou a preparação do júri após o trânsito em julgado.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 01 de agosto de 2025, a Pajero conduzida por Raimundo Nonato da Conceição Morais atingiu a lateral do HB20 em que estavam Jardyel de Abreu Pessoa, Weslley Moura Sousa, Débora Mavy, Diana Carmen de Abreu, Smyrna Viveiro de Abreu e Kevin Ray Abreu. Os três primeiros morreram na hora com o impacto da colisão. Os três últimos ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram.
O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Gil Martins com Barão de Castelo Branco, na zona Sul de Teresina.
Raimundo foi preso dias depois. Durante o inquérito, a polícia apontou que ele dirigia sob efeito de álcool e acima do limite permitido para a via, fazendo manobras consideradas perigosas. O carro de Raimundo invadiu o sinal e atingiu com violência o carro das vítimas, que retornavam de um culto religioso naquela madrugada. O acusado fugiu do local sem prestar socorro.
Raimundo era mestre de obras e foi localizado em Caxias, na casa de familiares. A polícia disse à época que ele não tinha intenção de se entregar. Identificado por testemunhas e pelas câmeras de segurança, ele foi preso preventivamente.
Veja o momento do acidente
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