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Primeira residência em Medicina de Emergência do Piauí será implantada em 2026

Programa autorizado pelo MEC funcionará no HUT, terá duração de três anos e deve formar médicos para atuar em serviços de urgência e emergência no estado.

12/01/2026 às 15h52

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) divulgou, nesta segunda-feira (12), que irá implantar, a partir de 2026, a primeira Residência em Medicina de Emergência do Piauí. O programa deverá funcionar no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e já conta com autorização do Ministério da Educação (MEC), que reconhece a residência médica como certificação oficial de especialistas.

A formação será realizada principalmente no HUT, mas também contará com atividades em outras unidades da rede municipal de saúde. O programa terá parceria do Governo do Estado e de instituições da rede privada, ampliando os cenários de prática para os residentes. A coordenação ficará a cargo do médico emergencista Victor Paro, que atua na FMS.

Primeira residência em Medicina de Emergência do Piauí será implantada em 2026 - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
Primeira residência em Medicina de Emergência do Piauí será implantada em 2026

A residência em Medicina de Emergência, de acordo com o Dr. Victor Paro, terá duração de três anos e carga horária semanal de 60 horas, combinando atividades técnicas e práticas. As bolsas dos residentes serão financiadas pelo Ministério da Saúde. O programa será voltado para médicos generalistas e, portanto, não possui exigências de pré-requisitos. O edital do processo seletivo ainda será divulgado.

A criação da residência ocorre em um contexto de alta demanda por profissionais capacitados para atuar em situações críticas, comuns em hospitais de grande porte, serviços de atendimento móvel de urgência e unidades de pronto atendimento. No Piauí, a especialidade ainda é recente e a maior parte dos médicos que atuam em emergência não possui formação específica na área.

De acordo com Leopoldina Cipriano, presidente da FMS, esta será a primeira residência própria do órgão. “Esse é um avanço importante para a saúde pública. Após a conclusão da residência, os profissionais estarão aptos a atuar em diversos serviços de urgência e emergência, como hospitais, o SAMU e as UPAs”, diz a gestora.

Com a implantação do programa, a expectativa é ampliar a qualificação técnica dos profissionais e fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde em atendimentos de urgência e emergência. Segundo a direção do HUT, a residência permitirá a formação de médicos com preparo voltado para decisões rápidas, manejo de pacientes graves e atuação integrada com equipes multiprofissionais.

Além da residência médica, a direção do Hospital de Urgência de Teresina estuda a criação de um novo programa de residência multiprofissional. A proposta envolve áreas como enfermagem, fisioterapia e serviço social, com o objetivo de ampliar o papel do hospital como campo de formação e qualificação de profissionais de saúde.

A iniciativa coloca Teresina no mapa de formação em Medicina de Emergência no país. A previsão é que, após a conclusão do programa, os especialistas possam atuar em diferentes serviços do sistema público e privado, contribuindo para reduzir a carência de profissionais com formação específica na área no estado.


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Com supervisão de Nathalia Amaral.