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Policlínica negada por Silvio Mendes ainda é avaliada pela prefeitura, diz secretário de Planejamento

A gestão apontou alto custo de manutenção com pessoal e falta de garantias do Ministério da Saúde para manter a unidade médica.

04/02/2026 às 15h02

Mesmo após o prefeito Silvio Mendes (União Brasil) afirmar que teria recusado a construção de uma policlínica com recursos do Ministério da Saúde, sob a justificativa de falta de condições para manter a unidade, o secretário municipal de Planejamento, Marco Antônio Ayres, disse ao Portal O Dia nesta quarta-feira (04) que a gestão ainda discute se o projeto será efetivamente levado adiante.

Marco Antônio Ayres informou que Teresina não necessita de ampliação de estrutura física, mas a manutenção de serviços e pessoal.  - (ODIA) ODIA
Marco Antônio Ayres informou que Teresina não necessita de ampliação de estrutura física, mas a manutenção de serviços e pessoal.

A policlínica é cogitada como alternativa para a área onde inicialmente seria construído o Hospital da Mulher, obra iniciada na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa (PRD). O empreendimento, que tinha orçamento inicial de R$ 58 milhões, passou por reajuste e chegou a R$ 100 milhões, além de ter se tornado alvo de apuração da CPI do Déficit, instaurada na Câmara Municipal de Teresina.

Terreno do Hospital da Mulher seria usado para nova Policlínica de Teresina - (Divulgação/FMS) Divulgação/FMS
Terreno do Hospital da Mulher seria usado para nova Policlínica de Teresina

Segundo a gestão municipal, apesar de reconhecer a importância do equipamento, o município não teria condições de assumir novas despesas permanentes sem uma garantia de custeio federal. Marco Antônio Ayres afirmou que a principal necessidade da rede municipal de saúde não está na ampliação da estrutura física, mas na manutenção de serviços e de pessoal.

“A história da Policlínica, a gente está ainda discutindo se faz ou não, porque traz um custo, uma despesa de custeio muito grande, como o HUT, e a gente não precisa de instalações mais na área de saúde, nós precisamos mesmo é de gente, de remédio para botar para funcionar e atender a população”, disse.

O secretário acrescentou que apenas o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) apresenta um déficit mensal de cerca de R$ 20 milhões. De acordo com ele, a Prefeitura compromete atualmente cerca de 36% do orçamento com a saúde, percentual bem acima do mínimo constitucional de 15%.

Apesar das dificuldades financeiras, Marco Antônio Ayres afirmou que a gestão tem conseguido melhorar o equilíbrio fiscal do município. A Capacidade de Pagamento (Capag) subiu da nota C para B, o que permite acesso a melhores condições de crédito, embora, segundo o secretário, a contratação de empréstimos não esteja prevista para este ano.


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