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Como proteger o celular no Carnaval? confira ajustes para evitar roubos e golpes

Configurações simples podem reduzir prejuízos financeiros e dificultar o acesso indevido a dados pessoais.

13/02/2026 às 14h57

Em meio a blocos lotados e grandes eventos de rua, proteger o celular no Carnaval se tornou uma medida essencial para evitar dor de cabeça. Isso porque a combinação de aglomeração, distração e uso constante do aparelho facilita a ação de criminosos, que aumentam os furtos e roubos neste período.

Como proteger o celular no Carnaval? confira ajustes para evitar roubos e golpes - (Divulgação/SECEC) Divulgação/SECEC
Como proteger o celular no Carnaval? confira ajustes para evitar roubos e golpes

Além dos cuidados físicos, como evitar manusear o telefone em locais muito cheios, especialistas e autoridades recomendam ajustes no próprio aparelho antes de sair de casa. Configurações simples podem reduzir prejuízos financeiros e dificultar o acesso indevido a dados pessoais.

Celular Seguro

Uma das principais ferramentas disponíveis é o aplicativo Ministério da Justiça e Segurança Pública Celular Seguro, desenvolvida no Piauí. A plataforma funciona como um sistema de alerta rápido para bloqueio do aparelho, da linha telefônica e de contas vinculadas.

O aplicativo permite que o próprio usuário ou alguém previamente autorizado registre a ocorrência e emita um alerta de bloqueio. A ferramenta comunica automaticamente bancos, operadoras de telefonia e empresas de tecnologia parceiras, que realizam o bloqueio do aparelho e das contas associadas.

O Ministério orienta que mais de uma Pessoa de Confiança seja cadastrada. Para que o alerta seja validado, a linha telefônica precisa estar vinculada ao Cadastro de Pessoa Física do titular. O contato escolhido também deve possuir cadastro ativo no portal Gov.br, o que reduz o risco de bloqueios indevidos.

Em caso de incidente, basta selecionar o aparelho cadastrado e acionar o botão “Emitir Alerta” no aplicativo ou no site do programa. Mesmo quem não tem um celular próprio registrado pode atuar como contato de segurança para terceiros.

Também é indicado anotar o número do IMEI, código que identifica o aparelho internacionalmente. O dado pode ser consultado nas configurações, na seção “Sobre o telefone”, ou digitando *#06# no discador. Esse número pode auxiliar investigações e bloqueios após registro de ocorrência.

Como usar o Celular Seguro?

O Celular Seguro está disponível para os sistemas Android (Google Play) e iOS (App Store). Após a instalação do aplicativo, ele já estará disponível para uso no seu aparelho celular.

Cadastrar antes de precisar

  1. Acessar o site ou app.
  2. Entrar com conta gov.br.
  3. Ir em “Meus Telefones”.
  4. Clicar em “Cadastrar Telefone”.
  5. Informar número, operadora e marca.
  6. Salvar.

Se perder ou for roubado

  1. Acessar o site ou app.
  2. Clicar em “Emitir Alerta”.
  3. Escolher o telefone.
  4. Selecionar:
  • Bloqueio Total
  • Bloqueio Parcial
  1. Confirmar.

Verificar

Ir em “Minhas Ocorrências” para acompanhar o bloqueio.

Ajustes de segurança no sistema

Antes de sair para os blocos, é recomendável revisar as configurações de segurança do aparelho. Sistemas Android e iOS oferecem recursos que permitem bloqueio remoto e recuperação de conta.

No Android, há ferramentas de proteção contra furto e opções de recuperação da conta Google, inclusive por verificação em vídeo. Já no iOS, da Apple, é possível exigir reconhecimento facial para alterações sensíveis, como mudança de senha e e-mail, além de ativar funções de recuperação do iCloud.

Outra medida considerada essencial é ativar a biometria. Impressão digital ou reconhecimento facial adicionam uma camada extra de proteção, inclusive para aplicativos bancários e serviços de mensagem. Também é possível utilizar passkeys, que substituem senhas tradicionais por autenticação biométrica em plataformas compatíveis.

Limitar transações e usar carteira digital

Durante a folia, o Pix costuma ser uma das formas de pagamento mais utilizadas. Por isso, bancos permitem definir limites diários de transferência, diferenciando valores para o período diurno e noturno. A medida reduz perdas financeiras em caso de acesso indevido ao aplicativo.

As carteiras digitais, como Google Pay e Apple Pay, também exigem autenticação a cada transação, o que aumenta a segurança em relação ao cartão físico. Diferentemente do cartão por aproximação, que pode ser utilizado sem senha em determinados valores, o pagamento pelo celular depende de desbloqueio prévio.

Outra recomendação é compartilhar a localização em tempo real com amigos durante os eventos. Aplicativos de mensagens e mapas oferecem essa funcionalidade, que facilita reencontros em locais cheios e pode auxiliar em situações de emergência.

Em aplicativos de transporte, a orientação é ativar o código de verificação da corrida. A sequência numérica informada ao motorista confirma que o passageiro entrou no veículo correto.

Com informações da Agência Brasil.


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Com supervisão de Nathalia Amaral.