O Piauí e outros 14 estados, além do Distrito Federal, registraram no primeiro trimestre de 2026 um recorde de rendimento médio mensal do trabalhador. Apesar do bom desempenho, o estado ficou entre os quatro com menor média do grupo, e apresentou a 5º maior taxa de desocupação, com 8,9%.
O rendimento médio recorde dos trabalhadores no estado no primeiro trimestre deste ano fechou em R$ 2.628. O Piauí ficou à frente dos vizinhos Ceará (R$ 2.597), Bahia (R$ 2.483) e Maranhão (R$ 2.240). O conjunto das 16 unidades federativas acompanhou o comportamento da média nacional, que também atingiu seu maior valor dentro da série histórica iniciada em 2012: R$ 3.722.
Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa de desocupação
O avanço no rendimento, no entanto, não apaga um dado mais preocupante: o Piauí ocupa a 5ª maior taxa de desocupação do país, com 8,9% e a mesma marca registrada no âmbito do Nordeste como região. No Brasil, o índice chegou a 6,1% no primeiro trimestre, o menor para o período em toda a série histórica.
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Vale destacar que a metodologia do IBGE para aferir a taxa de desocupação considera apenas as pessoas que buscaram uma vaga de emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Para levantar os dados, o instituto visitou 211 mil domicílios em todo o país.
A pesquisa analisa o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e contempla todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria.
Confira todas as UF que alcançaram recorde de rendimento do trabalhador:
- Distrito Federal: R$ 6.720
- Santa Catarina: R$ 4.298
- Paraná: R$ 4.180
- Rio Grande do Sul: R$ 4.127
- Goiás: R$ 3.878
- Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
- Espírito Santo: R$ 3.708
- Minas Gerais: R$ 3.448
- Amapá: R$ 3.412
- Sergipe: R$ 3.031
- Rio Grande do Norte: R$ 2.953
- Paraíba: R$ 2.806
- Piauí: R$ 2.628
- Ceará: R$ 2.597
- Bahia: R$ 2.483
- Maranhão: R$ 2.240
Veja as taxas de desocupação por UFs no primeiro trimestre:
- Amapá: 10%
- Bahia: 9,2%
- Alagoas: 9,2%
- Pernambuco: 9,2%
- Piauí: 8,9%
- Sergipe: 8,6%
- Amazonas: 8,3%
- Acre: 8,2%
- Rio Grande do Norte: 7,6%
- Rio de Janeiro: 7,3%
- Ceará: 7,3%
- Distrito Federal: 7,1%
- Paraíba: 7%
- Pará: 7%
- Maranhão: 6,9%
- Brasil: 6,1%
- São Paulo: 6%
- Roraima: 5,7%
- Tocantins: 5,6%
- Goiás: 5,1%
- Minas Gerais: 5%
- Rio Grande do Sul: 4%
- Mato Grosso do Sul: 3,8%
- Rondônia: 3,7%
- Paraná: 3,5%
- Espírito Santo: 3,2%
- Mato Grosso: 3,1%
- Santa Catarina: 2,7%
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