O candidato do Novo ao governo do Piauí, Elizeu Aguiar, criticou nesta quarta-feira (19), em entrevista ao O Dia, o valor do ICMS cobrado no estado, apontando o imposto como um dos principais entraves ao desenvolvimento industrial local. O candidato defende alívio tributário e maior eficiência administrativa, com redução do número de secretarias, como caminho para retomar investimentos no Piauí.
"Nós vamos trabalhar gradativamente essa redução pois, hoje, o Piauí possui a 2ª maior carga tributária, segundo maior ICMS do país, isso é inadmissível, um estado pobre como o nosso não ter uma política de de diminuição de impostos que possam favorecer principalmente ao pequeno, médio e o grande empresário".
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Segundo Elizeu Aguiar, a carga tributária do estado tem impacto social direto, encarecendo alimentos e outros produtos essenciais e ampliando a distância entre o ganho salarial médio do piauiense e o peso dos impostos sobre o consumo.
"Esse atual governo, nesses 24 anos, perderam três fábricas importantes, duas que se instalariam, sendo uma fábrica de cerveja que foi para Caxias. A segunda fábrica que se instalaria aqui era de celulose, foi também para o Maranhão e por último foi fechada uma fábrica de cimento no sul do estado que gerava emprego".
Para compensar a queda na arrecadação decorrente da redução de impostos, o candidato propõe um enxugamento da máquina pública, reduzindo as mais de 40 secretarias existentes hoje no estado para um modelo próximo ao adotado em Minas Gerais, que opera com 14 pastas.
Privatizações e PPPs
Filiado ao mesmo partido do pré-candidato à Presidência Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, Elizeu Aguiar defende um processo de desestatização inspirado no modelo adotado pelo colega de sigla. Ele afirma ser favorável a privatizações, mas critica a forma como o atual governo do Piauí conduz esses processos no estado, classificando-os como uma "entrega" do patrimônio público, em vez de uma privatização técnica e transparente, citando os exemplos da Agespisa, Ginásio Verdão e uma possível desestatização do Albertão.
"O governador não está privatizando, ele está entregando pra iniciativa privada. É diferente [do realizado pelo Zema], não dá simplesmente para entregar as empresas públicas por qualquer coisa. Você tem que entregar para empresas responsáveis que possam de fato gerir, respeitar o cidadão e a gente ter uma melhoria no serviço".