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Piauí registra 12 empresas na 'lista suja' do trabalho análogo à escravidão; veja lista

Itainópolis, Cajueiro da Praia e Amarante concentram os maiores números registrados

07/04/2026 às 12h50

Cerca de doze empresas e empregadores do Piauí apareceram na atualização mais recente da chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada nesta segunda-feira (6) pelo governo federal. Ao todo, os casos registrados no estado somam cerca de 141 trabalhadores encontrados em situação irregular durante ações de fiscalização.

Piauí registra 12 empresas na 'lista suja' do trabalho análogo à escravidão; veja lista - (Divulgação/MTE) Divulgação/MTE
Piauí registra 12 empresas na 'lista suja' do trabalho análogo à escravidão; veja lista

Os nomes empregadores incluídos no cadastro estão distribuídos em diferentes regiões do estado, principalmente em áreas rurais e empreendimentos ligados à extração mineral e à atividade agropecuária. Os municípios citados são Batalha, Elizeu Martins, São João da Serra, Currais, Monte Alegre do Piauí, Regeneração, Gilbués, Piripiri, Amarante, Altos, Cajueiro da Praia e Itainópolis.

A atualização nacional acrescentou 169 novos empregadores ao cadastro, número 6,28% maior que o da última divulgação. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Com a inclusão dos novos casos, a lista passa a reunir cerca de 613 empregadores em todo o país.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os novos registros resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. O cadastro é atualizado duas vezes por ano, sempre nos meses de abril e outubro, e reúne empregadores autuados após conclusão de processo administrativo.

No Piauí, a maior quantidade de trabalhadores identificados foi registrada na zona rural de Itainópolis, com 30 pessoas envolvidas. Em seguida aparecem a Fazenda Gargaio, em Cajueiro da Praia, com 25 trabalhadores, e a Pedreira Areia & Pedra Velha Monge, em Amarante, com 22.

Também constam no cadastro a Fazenda Boa Lembrança, em Batalha, com 13 trabalhadores; a zona rural de Gilbués, com outros 13; e o imóvel Carnaubal, no povoado Santa Rosa, em São João da Serra, com 17.

A chamada “lista suja” é considerada o principal instrumento público de transparência sobre trabalho análogo à escravidão no país. O documento é utilizado por instituições financeiras, empresas e órgãos públicos para consulta antes da concessão de crédito, assinatura de contratos e participação em licitações.

Lista Suja

Fazenda Boa Lembrança – Batalha/PI

  • 13 trabalhadores envolvidos

Pedreira da Serra – Elizeu Martins/PI

  • 4 trabalhadores envolvidos

Carnaubal no Povoado Santa Rosa – São João da Serra/PI

  • 17 trabalhadores envolvidos

Fazenda Cabeceira do Brejo e Fazenda Largos – Currais/PI

  • 2 trabalhadores envolvidos

Fazenda Vereda da Glória – Monte Alegre do Piauí/PI

  • 5 trabalhadores envolvidos

Pedreira da Cerquinha – Regeneração/PI

  • 4 trabalhadores envolvidos
  • Zona Rural de Gilbués/PI13 trabalhadores envolvidos

Pedreira na Localidade Pé do Morro – Piripiri/PI

  • 4 trabalhadores envolvidos

Pedreira Areia & Pedra Velha Monge – Amarante/PI

  • 22 trabalhadores envolvidos

Pedreira do Assentamento Tesoura – Altos/PI

  • 2 trabalhadores envolvidos

Fazenda Gargaio – Cajueiro da Praia/PI

  • 25 trabalhadores envolvidos
  • Zona Rural de Itainópolis/PI30 trabalhadores envolvidos

Denúncias

Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa por meio do Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Sistema Ipê é a única plataforma exclusiva para o recebimento de denúncias relacionadas a condições análogas à escravidão e está totalmente integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.


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Com edição de Nathalia Amaral