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Minha Casa, Minha Vida: Mercado imobiliário bate recordes em 2025

Levantamento aponta alta nos lançamentos e vendas, com programa habitacional sendo responsável por mais da metade das unidades no fim do ano.

23/02/2026 às 17h26

23/02/2026 às 17h26

Impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida, o mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com recordes no número de unidades lançadas e vendidas, além do maior valor geral de lançamentos da série histórica. Os dados são da pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O levantamento acompanhou o desempenho de 221 municípios em todos os estados e no Distrito Federal, incluindo capitais e 21 regiões metropolitanas. No quarto trimestre, foram lançadas 133.811 unidades, crescimento de 18,06% em relação ao trimestre anterior. No acumulado de 12 meses, o total chegou a 453.005 unidades, alta de 10,6%.

Minha Casa, Minha Vida: Mercado imobiliário bate recordes em 2025 - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Minha Casa, Minha Vida: Mercado imobiliário bate recordes em 2025

O valor geral de lançamentos somou R$ 292,3 bilhões em 2025, 10,6% acima do registrado no ano anterior. O volume de vendas também avançou 5,4%, enquanto a oferta final de unidades cresceu 6,2%. Ao fim do ano, o estoque disponível alcançou 347.013 imóveis.

Segundo o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filha, a demanda se manteve mesmo em cenário de juros elevados. “O mercado imobiliário brasileiro mostrou toda a sua robustez em 2025. A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados”, afirmou.

O Minha Casa, Minha Vida respondeu por mais da metade das unidades verticais lançadas no quarto trimestre, com 69.188 imóveis. No mesmo período, foram vendidas 53.145 unidades dentro do programa. No acumulado do ano, o MCMV registrou 224.843 lançamentos e 196.876 vendas, com maior concentração na região Sudeste.

Embora o estudo não detalhe números específicos por estado, o Nordeste integra o conjunto de mercados acompanhados e é considerado estratégico diante do déficit habitacional histórico. A prioridade do programa em 2025 foi atender famílias com renda de até R$ 4,7 mil das faixas 1 e 2.

A pesquisa também aponta que 50% dos entrevistados pretendem comprar imóvel nos próximos 24 meses. Desse total, 37% ainda não iniciaram a busca, enquanto 13% já começaram a procurar imóveis, seja online ou presencialmente. O principal motivo citado é sair do aluguel.

O setor da construção civil cresceu 2% no terceiro trimestre de 2025 a comparação anual, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até o mês de novembro, foram gerados 192.176 empregos formais na construção, conforme dados do Novo Caged.

Para 2026, a previsão é de ampliação do orçamento do FGTS destinado à habitação e atualização dos tetos de imóveis financiáveis, o que pode manter o ritmo de contratações nos próximos meses.


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Com informações da Agência Gov.