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Período da quaresma eleva consumo, venda e preços de peixes

Procura por pescados cresce até 50% em todo o Brasil; crescimento reflete tradição religiosa e maior busca por alimentação saudável.

18/02/2026 às 16h26

O início da Quaresma nesta Quarta-feira de Cinzas (18) costuma impulsionar a venda de pescados em todo o Brasil, realidade refletida no Piauí e em Teresina, com aumento da movimentação no comércio e em locais como o Mercado do Peixe. Comerciantes estimam crescimento de 30% a 50% na procura, acompanhado de reajustes médios entre 10% e 15% nos preços.

O período de 40 dias que antecede a Páscoa tradicionalmente leva católicos a reduzir o consumo de carne vermelha, sobretudo às quartas e sextas-feiras, optando pelo peixe como símbolo de reflexão religiosa. Em 2026, além da tradição, o aumento da demanda também acompanha uma mudança gradual nos hábitos alimentares dos brasileiros.

Período da quaresma eleva consumo, venda e preços de peixes - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Período da quaresma eleva consumo, venda e preços de peixes

Levantamentos nacionais apontam que o volume de peixes vendidos no país cresceu 8,2% entre janeiro e setembro de 2025. Os dados reforçam a presença cada vez mais frequente do pescado na alimentação cotidiana.

No Mercado do Peixe, na zona Sudeste da capital, espécies como tilápia, tambaqui, pescada amarela e piratinga estão entre as mais procuradas. A alta procura nesta época do ano é esperada, mas o consumidor também costuma estar mais atento à qualidade e aos benefícios nutricionais.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura indicam que o pescado já representa 51% do consumo global de proteínas de origem animal, com produção mundial superior a 185 milhões de toneladas. Desde a década de 1960, o consumo per capita global mais que dobrou, passando de 9,1 kg para 20,7 kg por habitante ao ano em 2022.

Neste contexto, é importante frisar que há diferenças nutricionais entre as espécies. Peixes de água fria e mais gordurosos, como salmão, sardinha, atum, cavalinha e arenque, são ricos em ômega-3, associado à saúde cardiovascular e cerebral. Já opções como tilápia e pescada possuem menor teor dessa gordura, mas continuam sendo fontes relevantes de proteína, vitaminas e minerais.

Entre as alternativas mais acessíveis, a sardinha ganha destaque pelo custo e valor nutricional, especialmente quando consumida com espinha, rica em cálcio e vitamina D. A recomendação é observar sinais de frescor, como pele brilhosa e carne firme, e calcular porções entre 150 g e 300 g por pessoa, dependendo do tipo de corte.

A expectativa é de que o movimento siga intenso nas próximas semanas, acompanhando o calendário religioso e a busca por uma alimentação considerada mais leve e saudável.


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Com supervisão de Nathalia Amaral.