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Polícia prende 13 pessoas em fábrica clandestina que falsificava produtos da WePink, de Virginia Fonseca

Investigação começou após denúncia sobre venda de mercadorias falsas nas redes sociais e na Feira da Madrugada, em São Paulo.

03/09/2026 às 10h59

Cerca de 13 pessoas foram presas na noite desta quarta-feira (2), durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo suspeito de manter uma fábrica clandestina de produtos falsificados da WePink, marca que tem a influenciadora Virginia Fonseca como sócia. O imóvel funcionava em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, e era usado para produzir cosméticos que, segundo a investigação, eram comercializados pelas redes sociais e na Feira da Madrugada, no Brás, região central de São Paulo.

Polícia prende 13 pessoas em fábrica clandestina que falsificava produtos da WePink, de Virginia Fonseca - (Repeodução) Repeodução
Polícia prende 13 pessoas em fábrica clandestina que falsificava produtos da WePink, de Virginia Fonseca

A fábrica foi localizada na Rua Porto, no bairro Chácara Cuiabá. No endereço, os policiais encontraram embalagens, recipientes, rótulos, etiquetas, máquinas, equipamentos, insumos e outros materiais que seriam utilizados na fabricação dos produtos.

Segundo o registro policial, a estrutura encontrada tinha características de uma unidade de produção, e não apenas de um espaço utilizado para armazenar mercadorias. Os materiais apreendidos foram encaminhados para perícia, que deverá analisar a composição, a autenticidade e a procedência dos produtos e insumos.

A investigação começou depois de uma denúncia apresentada pela marca responsável pela WePink sobre a venda de produtos falsificados nas redes sociais e na região da Feira da Madrugada. A partir da apuração, os investigadores realizaram abordagens, apreenderam mercadorias, monitoraram suspeitos e analisaram transferências bancárias.

A Polícia Civil identificou ainda um suspeito apontado como proprietário e responsável pela coordenação de uma linha clandestina de produção instalada em Itaquaquecetuba. Ele não havia sido localizado e era procurado pela polícia.

Cinco presos já tinham sido detidos em junho - (Repeodução) Repeodução
Cinco presos já tinham sido detidos em junho

Entre os 13 presos, cinco já haviam sido detidos em flagrante em 10 de junho. Na ocasião, eles foram encontrados em outra fábrica clandestina que também produzia produtos falsificados da WePink. Posteriormente, os cinco foram colocados em liberdade e voltaram a ser identificados em uma ocorrência relacionada à falsificação de cosméticos da marca.

O que diz a WePink

A WePink informou, por meio de suas redes sociais, que a Polícia Civil de São Paulo prendeu integrantes de um grupo e desmantelou uma fábrica clandestina responsável pela produção de mercadorias falsificadas da marca.

Segundo a empresa, os produtos eram produzidos com informações copiadas dos itens originais. Entre os dados utilizados estariam informações sobre fabricantes, lotes e outros elementos das embalagens, com o objetivo de fazer com que os consumidores acreditassem estar adquirindo produtos legítimos.

"Por trás de cada produto original Wepink existe desenvolvimento, controle de qualidade, procedência, segurança e todo o padrão que a nossa marca exige antes que ele chegue até você", destacou.

A marca orientou os consumidores a comprar os produtos somente pelos canais oficiais. A empresa afirmou que não consegue assegurar a procedência, a autenticidade, as condições de produção e armazenamento ou o conteúdo das embalagens quando os itens são adquiridos fora desses canais.

Os produtos originais da WePink são comercializados pelo site oficial, pelo aplicativo da marca, em quiosques e em lojas oficiais.