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Goleiro Bruno é preso no RJ após dois meses foragido da Justiça

Ex-jogador foi localizado em São Pedro da Aldeia após descumprir regras da liberdade condicional e deixar o estado sem autorização judicial

08/05/2026 às 10h06

O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso na noite desta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, após decisão judicial relacionada ao descumprimento das regras da liberdade condicional. Ele estava sendo considerado foragido desde 11 de março, quando não se apresentou à Justiça após a expedição de mandado de prisão.

Goleiro Bruno é preso no RJ após dois meses foragido da Justiça - (Reprodução/Agência Brasil) Reprodução/Agência Brasil
Goleiro Bruno é preso no RJ após dois meses foragido da Justiça

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que equipes localizaram o ex-jogador na Rua A, em São Pedro da Aldeia, e o conduziram à 125ª Delegacia de Polícia para cumprimento da ordem judicial. De acordo com a corporação, ele não apresentou resistência durante a abordagem.

A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro apontou que Bruno deixou o estado sem autorização judicial, o que resultou na perda do benefício da liberdade condicional. O mandado de prisão havia sido expedido no dia 5 de março, após análise do descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que o ex-goleiro viajou ao Acre em fevereiro sem autorização para atuar por um clube local e não retornou ao regime semiaberto no prazo determinado. O órgão também citou falta de atualização de endereço, descumprimento de horários e viagens sem autorização judicial como parte das violações registradas.

Histórico do caso

Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso em 2010 após a investigação do assassinato de Eliza Samudio. O caso envolveu também a acusação de ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão, em decisão que considerou a participação dele no crime e as circunstâncias relacionadas ao desaparecimento da vítima.

A Justiça entendeu que Eliza Samudio foi morta após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o ex-goleiro, Bruninho Samudio. O processo teve desdobramentos ao longo dos anos e foi acompanhado por diferentes instâncias do Judiciário, com manutenção da condenação em segunda instância.

Bruno cumpriu pena em regime fechado entre 2010 e 2019, quando passou ao regime semiaberto. Em 2023, obteve liberdade condicional, mediante regras estabelecidas pela Justiça. Entre as condições estavam a permanência em endereço fixo, autorização para deslocamentos e cumprimento de horários, que passaram a ser avaliados pelas autoridades de execução penal.


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Com edição de Ithyara Borges.