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Zona Sudeste de Teresina é a área mais quente da capital, aponta levantamento

De acordo com o estudo, a região apresenta altos níveis de estresse térmico, agravados principalmente pelo adensamento urbano e pela falta de arborização e áreas verdes, fatores que contribuem para o aumento das temperaturas.

18/03/2026 às 12h51

A zona Sudeste de Teresina foi identificada como a região mais quente da capital, segundo um levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) por uma plataforma internacional que monitora áreas urbanas com maior vulnerabilidade ao calor.

De acordo com o estudo, a região apresenta altos níveis de estresse térmico, agravados principalmente pelo adensamento urbano e pela falta de arborização e áreas verdes, fatores que contribuem para o aumento das temperaturas.

Zona Sudeste de Teresina é a área mais quente da capital, aponta levantamento - (Fernando Frazão/Agência Brasil) Fernando Frazão/Agência Brasil
Zona Sudeste de Teresina é a área mais quente da capital, aponta levantamento

Teresina já está entre as cidades mais quentes do Brasil e integra o grupo de seis municípios brasileiros acompanhados pela ferramenta global, que analisa os impactos do calor em áreas urbanas.

Como alternativa para reduzir as temperaturas na zona Sudeste, a plataforma aponta a criação de um corredor verde, com o plantio de cerca de 2,6 mil árvores. A medida pode reduzir em até 2,5°C o calor sentido por pedestres e até 8°C em áreas com sombra.

Zona Sudeste de Teresina é a área mais quente da capital, aponta levantamento - (Divulgação) Divulgação
Zona Sudeste de Teresina é a área mais quente da capital, aponta levantamento

Os dados da ferramenta já vêm sendo utilizados por mais de 20 cidades no mundo para identificar áreas críticas e implementar soluções como arborização urbana, telhados frios e estruturas de sombra, com o objetivo de amenizar os efeitos do calor e proteger a população.

Além disso, a plataforma fornece informações detalhadas por região, permitindo orientar o planejamento urbano e a adoção de estratégias voltadas à adaptação às mudanças climáticas.

Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Lisboa revelam que, somente no Brasil, as ondas de calor em regiões urbanas do país provocaram até 55 mil mortes entre 2000 e 2018.


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