A zona Sudeste de Teresina foi identificada como a região mais quente da capital, segundo um levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) por uma plataforma internacional que monitora áreas urbanas com maior vulnerabilidade ao calor.
De acordo com o estudo, a região apresenta altos níveis de estresse térmico, agravados principalmente pelo adensamento urbano e pela falta de arborização e áreas verdes, fatores que contribuem para o aumento das temperaturas.
Teresina já está entre as cidades mais quentes do Brasil e integra o grupo de seis municípios brasileiros acompanhados pela ferramenta global, que analisa os impactos do calor em áreas urbanas.
Como alternativa para reduzir as temperaturas na zona Sudeste, a plataforma aponta a criação de um corredor verde, com o plantio de cerca de 2,6 mil árvores. A medida pode reduzir em até 2,5°C o calor sentido por pedestres e até 8°C em áreas com sombra.
Os dados da ferramenta já vêm sendo utilizados por mais de 20 cidades no mundo para identificar áreas críticas e implementar soluções como arborização urbana, telhados frios e estruturas de sombra, com o objetivo de amenizar os efeitos do calor e proteger a população.
Além disso, a plataforma fornece informações detalhadas por região, permitindo orientar o planejamento urbano e a adoção de estratégias voltadas à adaptação às mudanças climáticas.
Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Lisboa revelam que, somente no Brasil, as ondas de calor em regiões urbanas do país provocaram até 55 mil mortes entre 2000 e 2018.
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