Há quem diga que Teresina carece de espaços voltados ao turismo. Alguns dos atrativos mais conhecidos da capital passam por manutenção ou ainda aguardam estrutura completa para funcionamento. Um exemplo é o elevador da Ponte Estaiada, que dá acesso ao mirante e está há meses sem operar; a Prefeitura de Teresina informou que novos elevadores, atualmente em licitação, devem entrar em funcionamento em agosto deste ano. Nesse cenário, um projeto em tramitação na Câmara Municipal propõe a criação de um programa de valorização das rotas turísticas da cidade.
Outro equipamento que ainda não está aberto à visitação é o Parque Floresta Fóssil de Teresina. A obra, com custo inicial de R$ 12 milhões, foi entregue pela gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa às vésperas do fim do mandato em 2024, mas segue sem funcionamento pleno por ter sido inaugurada sem equipamentos e sem a conclusão da museografia.
A falta de opções consolidadas para receber visitantes é uma reclamação recorrente entre moradores. Diante disso, o Projeto de Lei da vereadora Ana Fidelis (Republicanos) propõe a criação do Programa Municipal de Rotas Turísticas e Valorização dos Pontos Turísticos, com o objetivo de incentivar o turismo na única capital do Nordeste que não possui litoral.
A proposta diferencia o conceito de rota turística do de ponto turístico. As rotas seriam conjuntos integrados e organizados de atrativos, serviços, equipamentos e atividades, estruturados por temas como cultura, religião, turismo urbano e territorial. Já os pontos turísticos são definidos como locais, espaços ou equipamentos com relevância nos mesmos temas mas reconhecidos oficialmente pelo poder público municipal.
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O projeto também prevê ações de capacitação e qualificação profissional para guias, artesãos e empreendedores locais, além da divulgação das rotas por plataformas digitais, parcerias entre órgãos públicos e a iniciativa privada e a ampliação da acessibilidade nas áreas de visitação.
Segundo a vereadora Ana Fidelis, autora da proposta, Teresina possui potencial turístico em áreas ainda pouco exploradas, como o turismo religioso, cultural, gastronômico e ambiental.
“A organização de rotas turísticas contribuirá para o fortalecimento da economia local, geração de emprego e renda, estímulo ao empreendedorismo, além da preservação do patrimônio material e imaterial da cidade” disse em sua justificativa.
A matéria deve ser discutida após o retorno do recesso parlamentar da Câmara Municipal nesta terça-feira (3). Caso seja aprovada pelos vereadores, a proposta ainda dependerá de sanção do prefeito Silvio Mendes (União Brasil).
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