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Teresina recebe R$ 3,5 milhões do Fundo Global para projetos climáticos e urbanos sustentáveis

Os recursos internacionais serão aplicados em três frentes: plano de ação climática, plano de biodiversidade e projeto de urbanismo de baixa emissão.

15/01/2026 às 16h12

Teresina foi contemplada com um investimento internacional de R$ 3,5 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF – Global Environment Facility). Os recursos fazem parte do Projeto CITinova II, iniciativa que busca promover o desenvolvimento urbano sustentável e a redução de emissões de carbono em cidades brasileiras.

Os R$ 3,5 milhões serão investidos em três projetos:  Plano de Ação Climática, o Plano de Biodiversidade Urbana e um projeto-piloto de urbanismo de baixa emissão. - (Jailson Soares / PMT) Jailson Soares / PMT
Os R$ 3,5 milhões serão investidos em três projetos: Plano de Ação Climática, o Plano de Biodiversidade Urbana e um projeto-piloto de urbanismo de baixa emissão.

A capital piauiense aplicará o investimento em três projetos principais: o Plano de Ação Climática, o Plano de Biodiversidade Urbana e um projeto-piloto de urbanismo de baixa emissão, contemplando os municípios de Teresina e Timon.

O CITinova II - Promoção do planejamento metropolitano integrado e de investimentos em tecnologia urbana inovadora - é executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que atua como agência implementadora.

Além de Teresina, as regiões metropolitanas de Belém (PA) e Florianópolis (SC) também foram selecionadas para receber ações do programa.

Entre as frentes contratadas, o Plano de Ação Climática vai identificar vulnerabilidades, calcular emissões de gases de efeito estufa e definir metas locais alinhadas ao Acordo de Paris. Já o Plano de Biodiversidade Urbana deve mapear e valorizar os ecossistemas da Grande Teresina, integrando natureza e infraestrutura verde à cidade. O projeto de urbanismo de baixa emissão propõe requalificação de espaços públicos, sombreamento e incentivo à mobilidade ativa.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), Bessah Araújo, destacou a importância do investimento para o planejamento urbano sustentável. “Para o município, esses recursos geram benefícios diretos, como soluções integradas de planejamento que superam barreiras administrativas, fortalecendo a resiliência ambiental e o crescimento ordenado em uma região de médio porte com desafios crescentes”, disse o secretário.

A execução local ficará a cargo da Semam em parceria com a Coordenação da Agenda Teresina 2030 e a Secretaria Municipal de Articulação Institucional (SEMAI), que farão a articulação com as instituições envolvidas no projeto.

Contexto climático global

O investimento chega em um momento de alerta ambiental. O ano de 2025 foi o terceiro mais quente da história, segundo o Copernicus Climate Change Service, observatório da União Europeia. A temperatura média global atingiu 14,97°C, ficando 1,47°C acima do nível pré-industrial (1850–1900). O triênio 2023–2025 foi o primeiro a ultrapassar a média de 1,5°C de aquecimento global, limite estabelecido no Acordo de Paris.


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