O empresário Stanley Freire, ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMCMC) e filho do jornalista Silas Freire, foi alvo de um mandado de busca e apreensão, cumprido pela Polícia Civil do Piauí na manhã desta terça-feira (14), por meio da Operação “Interpostos”. A operação foi deflagrada pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR). Foram cumpridos mandados na residência de Stanley e também em uma empresa localizada no Centro de Teresina. Funcionários ligados ao Stanley também foram alvos do mandado de busca e apreensão.
A Operação Interpostos foi deflagrada simultaneamente à Operação Gabinete de Ouro. Apesar de serem inquéritos diferentes, as duas ações investigam o grupo suspeito de movimentar um esquema de desvio de recursos na Prefeitura de Teresina por meio da contratação ilegal de empresas para prestação de serviços públicos.
A Operação Interpostos foi deflagrada simultaneamente à Operação Gabinete de Ouro. Apesar de serem inquéritos diferentes, as duas ações investigam o grupo suspeito de movimentar um esquema de desvio de recursos na Prefeitura de Teresina por meio da contratação ilegal de empresas para prestação de serviços públicos.
De acordo com a delegada Bernadete Santana, da Deccor, o esquema seria encabeçado por Sol Pessoa, ex-assessora do ex-prefeito Dr. Pessoa, tendo em Stanley um dos operadores.
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“Ficou constatado que a ex-chefe de gabinete do ex-gestor chefiava o esquema e era a responsável por realocar servidores e valores dentro da Prefeitura. Isso foi apurado no âmbito da Operação Gabinete de Ouro. Mas na Operação Interpostos ficou claro que havia participação de dois ex-parlamentares e um empresário, que atuava como laranja na hora de firmar contratos públicos”, explicou a delegada Bernadete.
Stanley Freire seria um dos ex-parlamentares suspeitos de envolvimento no esquema. Ele foi suplente nas eleições municipais de 2016, exerceu mandato como vereador em Teresina de 2019 a 2020 e esteve à frente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves de março a dezembro de 2024. O nome do outro ex-parlamentar suspeito de participar do esquema não foi divulgado pela polícia.
Silas Freire defende o filho e fala em “retaliação”
Nas redes sociais, o pai de Stanley Freire, o ex-deputado federal e jornalista Silas Freire, defendeu o filho. Em um vídeo postado em suas redes, ele afirmou que a operação que mirou em Stanley nada tem a ver com a ação que investiga Sol Pessoa e a ex-gestão da Prefeitura. “Fizeram isso no mesmo dia de outra operação, na mesma hora, apenas para confundir a opinião pública e criar uma falsa associação. A operação não resultou em absolutamente nada além da apreensão de aparelhos telefônicos”, disse Silas.
O jornalista afirmou também que a ação se trata de uma “retaliação política e uma tentativa clara de calar um jornalista incômodo”. Silas defendeu que Stanley responda por seus atos por “ter seu próprio CPF” e reiterou que confia no filho, em suas explicações e sua inocência.
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