A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Secretaria Municipal de Educação (Semec) iniciaram, no mês de fevereiro, uma série de ações educativas nas escolas da rede municipal com foco na prevenção da gravidez na adolescência. As atividades fazem parte da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.
De acordo com a Prefeitura de Teresina, as ações têm como principal objetivo a ampliação do acesso dos estudantes à informação sobre saúde sexual e reprodutiva. O cronograma está sendo desenvolvido em 14 escolas municipais, distribuídas nas zonas Norte, Leste, Sudeste e Sul da capital.
A mobilização envolve profissionais da Divisão de Assistência ao Educando (DAE/Semec) e as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência no âmbito, em uma estratégica de integração entre os setores de educação e saúde da cidade.
Durante os encontros com turmas do 6° ao 9° ano, são discutidos assuntos como as mudanças do corpo na adolescência, responsabilidade afetiva e sexual, métodos contraceptivos, prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e planejamento de vida.
As atividades incluem palestras, rodas de conversa e orientações individuais, com espaço para perguntas dos jovens e troca experiências entre os alunos e os profissionais que lideram os esclarecimentos.
A gerente de Ações Estratégicas da FMS, Elizabeth Sousa, afirma que a presença nas escolas é fundamental para alcançar os adolescentes em uma fase decisiva de formação. “A atuação dentro das escolas é estratégica para alcançar adolescentes em um momento decisivo de formação, contribuindo para a redução dos índices de gravidez precoce e promovendo autonomia, conhecimento e cuidado com a própria saúde”, reforça.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a gravidez na adolescência continua sendo um desafio no Brasil, com impactos na trajetória educacional, nas condições socioeconômicas e na saúde de jovens e de seus filhos. O acesso a informação de qualidade e a serviços de saúde é um dos principais fatores para reduzir esses índices.
A iniciativa também busca fortalecer o diálogo entre escola, família e serviços de saúde, além de estimular a tomada de decisões conscientes pelos adolescentes. Educadores destacam que a abordagem do tema o ambiente escolar pode contribuir para reduzir tabus, ampliar o conhecimento sobre direitos reprodutivos e estimular comportamentos mais seguros.
As atividades seguem um cronograma organizado entre as escolas, a Divisão de Assistência ao Educando e as UBSs. A expectativa é que as ações alcancem um número significativo de jovens estudantes e sirvam de base para políticas permanentes de educação sexual e prevenção de gravidez precoce na rede municipal.
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