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Incêndio na Embrapa atingiu 10 hectares e consumiu plantas estudadas há 30 anos, diz diretor

Animais estudados pela empresa pública não foram atingidos; porém, bichos silvestres que viviam no local, como pacas e camaleões, morreram com o fogo.

07/10/2026 às 07h45

O incêndio registrado no terreno da Embrapa Meio-Norte, localizada no bairro Buenos Aires, na zona Norte de Teresina, atingiu cerca de 10 hectares, informou nesta quarta-feira (7) o chefe da empresa pública Anísio Ferreira. Segundo ele, as chamas destruíram áreas destinadas a pesquisas com plantas e também alcançaram uma área do Jardim Botânico da capital, além de se aproximarem de áreas residenciais da região.

Incêndio na Embrapa atingiu 10 hectares e consumiu plantas estudadas há 30 anos, diz diretor - (Reprodução/Redes Sociais) Reprodução/Redes Sociais
Incêndio na Embrapa atingiu 10 hectares e consumiu plantas estudadas há 30 anos, diz diretor

Entre as áreas atingidas estão cultivos de fruteiras nativas, como mangaba e bacuri, que fazem parte de trabalhos de melhoramento de plantas desenvolvidos pela empresa. Fruteiras de cajá também foram consumidas pelo fogo. De acordo com Anísio Ferreira, chefe da Embrapa Meio-Norte, as plantas destruídas eram objeto de pesquisas desenvolvidas há décadas.

"São plantas que estão sendo estudadas há mais de 30 anos pela Embrapa, por meio de cruzamentos. Temos toda uma orientação nesse sentido. E isso nos deixa muito entristecidos. O fogo é um problema da sociedade e não se combate punindo, se combate educando", afirmou Anísio Ferreira, chefe da Embrapa.

Anísio Ferreira, chefe da Embrapa Meio-Norte. - (Arquivo O DIA) Arquivo O DIA
Anísio Ferreira, chefe da Embrapa Meio-Norte.

Na manhã desta quarta-feira, ainda havia focos de incêndio no terreno pertencente à Embrapa Meio-Norte. Equipes acompanham a situação para evitar que as chamas voltem a se espalhar pela área, por meio de rescaldo.

Os animais mantidos pela Embrapa para pesquisas não foram atingidos pelo incêndio. No entanto, animais silvestres que viviam na região, como pacas e camaleões, morreram em decorrência do fogo.

As chamas foram registradas por moradores da região e também por câmeras de segurança instaladas em bairros vizinhos, que mostram o fogo alto durante o incêndio.

Há a suspeita de incêndio intencional

A possibilidade de o incêndio ter sido provocado de forma intencional também é investigada. Segundo Anísio Ferreira, a ocorrência de diferentes focos em um intervalo curto de tempo levantou suspeitas.

"Afirmar (intencionalidade) seria leviano de nossa parte, mas temos indícios de que os focos ocorreram ao mesmo tempo ou com intervalos de 10 a 15 minutos de um ao outro e foram quatro focos. É sugestivo que tenha sido intencional", afirmou.

As circunstâncias que provocaram o incêndio ainda deverão ser apuradas pelas autoridades. A Embrapa contabiliza os prejuízos provocados pelas chamas, principalmente nas áreas destinadas às pesquisas de melhoramento genético de fruteiras.