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Greve de ônibus poderá ser deflagrada em Teresina após novo impasse entre sindicato e empresários

O novo impasse surgiu após empresários divergirem sobre o reajuste salarial dos cobradores

25/05/2026 às 13h50

25/05/2026 às 13h50

O indicativo de greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Teresina, que havia sido suspenso, voltou a ser cogitado na manhã desta segunda-feira (25), após uma nova divergência entre empresários e sindicato. Com isso, os trabalhadores decidirão, ainda na tarde desta segunda, se uma greve geral será deflagrada nos próximos dias.

Greve de ônibus poderá ser deflagrada em Teresina após novo impasse entre sindicato e empresários - (O Dia) O Dia
Greve de ônibus poderá ser deflagrada em Teresina após novo impasse entre sindicato e empresários

O novo impasse surgiu após empresários divergirem sobre o reajuste salarial dos cobradores. Atualmente, os trabalhadores recebem R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo. No entanto, os empresários defendem que o reajuste de 5,35%, aprovado no último sábado (23), seja aplicado sobre o piso da categoria em 2025, que era de R$ 1.602.

Antônio Cardoso, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Piauí (Sintetro), lamentou o ocorrido e afirmou que a decisão sobre a paralisação agora ficará a cargo da categoria.

"Eu fiquei sem condições emocionais de estar discutindo uma coisa que era tão simples e a categoria aceitou. Toda a imprensa cobriu, pra mostrar que esse desinteresse não é dos trabalhadores, não é do sindicato, não é nosso. Queria registrar isso e pedir desculpas a população. Mas agora essa decisão vai passar pelas mãos dos trabalhadores", disse.

Cardoso alertou ainda que o cenário não é positivo, embora a categoria siga aberta ao diálogo. "Vai ter uma assembleia. O cenário não é bom. Gostaria de pedir desculpas ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que tentou. Há uma semana ou mais tentando resolver esse problema, e nós também, todos de coração aberto, mas não foi possível", finalizou.

Os empresários, por outro lado, afirmaram que aceitaram conceder todos os benefícios solicitados pela categoria. Eles também defenderam a inclusão de uma nova cláusula que impeça a contratação de novos cobradores no sistema de transporte público da capital. "Nós estamos aqui fazendo uma proposta, que a partir do aumento da frota, de 224 para 225 ônibus, ela possa ter a figura somente do motorista, como em outras capitais do país", afirmou o empresário Sofiere Silva.

O reajuste de 5,35% foi aceito durante assembleia no último sábado (23). Superior a proposta anterior, de 4,11%, a categoria aceitou. No entanto, na reunião desta segunda, quando o acordo seria formalizado perante a Justiça do Trabalho, a nova divergência fez com que a possibilidade de greve fosse novamente cogitada.


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Com supervisão de Ithyara Borges