Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Defesa pede que justiça reavalie prisão de Tatiana Medeiros após anulação de provas

Advogados sustentam que, como as provas anexadas aos autos foram anuladas pela própria justiça, Tatiana não pode continuar presa.

09/10/2025 às 13h20

A defesa técnica da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) pediu à justiça que reavalie a manutenção da prisão da parlamentar no âmbito do processo por corrupção, fraude e transgressões eleitorais. Os advogados sustentam que, como as provas anexadas aos autos foram anuladas pela própria justiça, Tatiana não pode continuar presa. 

Decisão proferida na última terça-feira (07) pela juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho reconheceu que uma das provas anexadas ao processo da vereadora teria sido obtida sem seguir os devidos trâmites legais, o que a invalidaria. É o Relatório de Inteligência Financeira (RIF), produzido pelo Coaf, que teria sido solicitado na fase pré-inquérito sem ordem judicial.

Defesa pede que justiça reavalie prisão de Tatiana Medeiros após anulação de provas - (Arquivo / O DIA) Arquivo / O DIA
Defesa pede que justiça reavalie prisão de Tatiana Medeiros após anulação de provas

As provas foram anuladas depois que a defesa do namorado de Tatiana, Alandilson Cardoso, entrou com pedido liminar apontando que o processo teria se originado de relatório ilegal. Ao reconhecer que as provas seriam ilícitas, a juíza cancelou a audiência relativa ao processo, que aconteceria na semana que vem em Teresina.

Mas para a defesa de Tatiana, não só a audiência deve ser cancelada, mas também a prisão da vereadora deve ser revogada, já que teria se constituído sobre provas reconhecidamente ilícitas em juízo. O advogado da parlamentar entrou com um pedido de revogação das medidas cautelares impostas a ela.

No momento, Tatiana Medeiros cumpre prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde. A vereadora está presa desde abril, após ser alvo da Polícia Federal na Operação Escudo Eleitoral, que investigava suposto financiamento eleitoral com recursos ilícitos oriundos do crime organizado. De acordo com a polícia, Tatiana seria operadora de um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024, tendo como fachada seu instituto social, o Projeto Vamos Juntos.

Além dela, também são réus no processo seu padrasto, a mãe, o namorado (Alandilson) e funcionários do projeto social. Tatiana responde pelos crimes de peculato, corrupção eleitoral e “rachadinha”.


Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.