Uma familiar da servidora encontrada desacordada dentro da Delegacia-Geral, em Teresina, revelou, na manhã desta segunda-feira (23), que o suspeito do crime se aproximou dela antes mesmo de a família saber sobre detalhes sobre o ocorrido. De acordo com ela, o suspeito teria questionado a parente da servidora sobre possíveis lesões íntimas, enquanto a parente aguardava para prestar depoimento na Casa da Mulher Brasileira.
O caso aconteceu na última quinta-feira (19), mas veio à tona apenas no sábado (21), após denúncias. O depoimento da familiar da vítima levanta novos elementos sobre a investigação.
Segundo as informações reveladas ao Portal O Dia, a parente da servidora foi chamada para prestar depoimento, sem sequer saber que se tratava de um crime. Ela afirmou que havia sido informada apenas sobre um suposto mal súbito da vítima. Durante o tempo em que aguardava atendimento, o homem apontado como suspeito teria se aproximado e a questionado sobre o estado de saúde da servidora.
“Ele perguntou como ela estava e foi muito específico ao questionar sobre sangramento e se tinham encontrado algo na região íntima”, disse. A abordagem ocorreu na Casa da Mulher Brasileira, onde o suspeito já estava após ser conduzido pelas autoridades.
A parente também afirmou que, naquele momento, não tinha conhecimento de que a vítima era sua familiar. “Eu fui chamada para depor às cegas. Só fui entender horas depois o que tinha acontecido”, relatou. O episódio aumentou a suspeita da família sobre o envolvimento direto do homem no caso.
Ainda de acordo com o depoimento, há indícios de que a servidora poderia estar sendo coagida antes do crime. A familiar relatou que encontrou mensagens no celular da vítima que sugerem ameaças.
“Havia mensagens como se ele dissesse que, se ela não fosse até ele, iria até a casa da família”, afirmou, destacando que não é possível precisar há quanto tempo isso ocorria.
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O estado de saúde da vítima segue delicado. Segundo a parente, a mulher foi encontrada desacordada, com dificuldades respiratórias, e precisou ser entubada ainda na unidade. Ela permaneceu em coma induzido e, mesmo após apresentar sinais de recuperação, segue com abalo psicológico. “Ela demonstra pânico, pede ajuda o tempo inteiro e tem movimentos involuntários como se estivesse tentando proteger as partes íntimas”, disse.
Relembre o caso:
O crime ocorreu na última quinta-feira (19), dentro das dependências da Delegacia-Geral. A servidora foi encontrada desacordada em uma sala e encaminhada para atendimento médico. Um prestador de serviço terceirizado que estava no local foi conduzido para prestar esclarecimentos e acabou preso em flagrante.
De acordo com o delegado-geral, Luccy Keiko, o suspeito apresentou versões contraditórias durante o depoimento, o que, aliado a outros elementos, levou ao indiciamento por estupro. A prisão preventiva foi posteriormente decretada após audiência de custódia.
A perícia criminal foi acionada e as investigações seguem em andamento. A defesa da vítima pede cautela na divulgação de informações e reforça a necessidade de preservar sua identidade. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão do inquérito.
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