Seis anos após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, em 11 de março de 2020, os impactos do vírus ainda permanecem presentes na rotina da população, influenciando hábitos sociais, trabalho e saúde.
No Piauí, o primeiro caso da doença foi confirmado oito dias depois, em 19 de março de 2020, e a primeira morte ocorreu no dia 28 do mesmo mês. A vítima foi Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antônio Felícia, então prefeito do município de São José do Divino. A confirmação marcou o início de um período de rápida escalada da doença no estado.
Cerca de um mês após os primeiros registros, em 20 de abril de 2020, o Piauí já contabilizava 158 casos confirmados e 12 mortes. O avanço da pandemia se intensificou nos meses seguintes. Em julho daquele ano, o estado havia ultrapassado a marca de 32 mil infectados e registrado mais de 900 óbitos relacionados à doença.
O vírus chegou ao Piauí pouco depois do início da pandemia e do lockdown (isolamento social) no Brasil, que teve o primeiro diagnóstico confirmado em 26 de fevereiro de 2020. Ao longo dos anos seguintes, a Covid-19 provocou mudanças profundas no sistema de saúde e na forma como a sociedade lida com doenças respiratórias.
No Brasil, entre 2020 e 2025, foram contabilizados mais de 39 milhões de casos da doença e 716 mil mortes. O pior pico da pandemia ocorreu em 2021, quando o Brasil registrou mais de 14,5 milhões de infecções e 423 mil mortes em apenas um ano.
Mesmo após o fim da fase mais crítica, o vírus não desapareceu. Especialistas consideram que a Covid-19 se tornou, hoje, uma doença endêmica, que continua circulando e sofrendo mutações, embora com impacto menor graças às vacinas e aos tratamentos disponíveis.
Seis anos depois do início da pandemia, vários hábitos incorporados naquele período permanecem presentes no cotidiano. O uso de máscaras por pessoas com sintomas gripais, por exemplo, tornou-se mais comum em ambientes de grande circulação.
Outro comportamento que ganhou espaço foi a realização de testes para identificar infecções respiratórias. Antes da pandemia, era raro que pessoas com sintomas leves procurassem testagem para confirmar a causa de uma gripe.
A presença de álcool em gel em estabelecimentos comerciais, repartições públicas e locais de grande fluxo de pessoas também se tornou parte da rotina. Durante a pandemia, a demanda pelo produto cresceu tanto que o governo chegou a liberar temporariamente a venda de álcool líquido, cuja comercialização havia sido restringida desde 2013 por questões de segurança.
O mundo do trabalho também passou por transformações que continuam influenciando empresas e trabalhadores. Com restrições de mobilidade, medidas de distanciamento social e receio de contaminação, muitas organizações adotaram o home office como alternativa emergencial.
Mesmo após o retorno das atividades presenciais, o trabalho remoto ou híbrido permaneceu em diversos setores. A telemedicina, ampliada durante a crise sanitária, também se consolidou como opção em atendimentos médicos.
Passados seis anos da declaração da pandemia, a Covid-19 segue sendo monitorada pelas autoridades de saúde e permanece incluída no calendário nacional de vacinação, com reforços recomendados para manter a proteção da população.
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