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Prevenção a afogamentos: bombeiros alertam para riscos em banhos no período chuvoso

Com o aumento do volume de água em rios, açudes e barragens, situações de perigo se tornam mais frequentes, o que exige atenção redobrada.

09/02/2026 às 12h25

O recente afogamento de dois jovens no açude de São Miguel do Tapuio, interior do Piauí, acendeu mais uma vez o alerta para os riscos de atividades aquáticas durante momentos de lazer, especialmente no período chuvoso. Com o aumento do volume de água em rios, açudes e barragens, situações de perigo se tornam mais frequentes, o que exige atenção redobrada.

Prevenção a afogamentos: bombeiros alertam para riscos em banhos no período chuvoso - (Reprodução/Whatsapp) Reprodução/Whatsapp
Prevenção a afogamentos: bombeiros alertam para riscos em banhos no período chuvoso

A prevenção ainda é a principal forma de evitar tragédias. O soldado André Lima, do Corpo de Bombeiros do Piauí, explica que, durante a época de cheias, o ideal é que banhos e atividades recreativas ocorram apenas em áreas delimitadas, sinalizadas com cordas ou objetos flutuantes, que indiquem zonas mais seguras.

“O importante é banhar em áreas delimitadas ou restringidas por objetos flutuantes ou cordas. Se possível, essas áreas devem contar com alguém para resguardar a segurança, como um salva-vidas, por exemplo”, orienta.

Na ausência de profissionais especializados, a recomendação é nunca entrar sozinho na água. O soldado André reforça que o banho deve ser feito sempre próximo à margem, evitando avançar para áreas mais profundas, onde o risco de afogamento é maior.

Prevenção a afogamentos: bombeiros alertam para riscos em banhos no período chuvoso - (SSP/PI) SSP/PI
Prevenção a afogamentos: bombeiros alertam para riscos em banhos no período chuvoso

Tentativas de resgate exigem cuidados

Em situações de afogamento, o impulso de entrar na água para ajudar pode acabar ampliando o número de vítimas. De acordo com o soldado André Lima, a orientação é não tentar o resgate direto, a menos que a pessoa tenha treinamento específico.

“O indicado é procurar algum objeto flutuante para fornecer à vítima, como garrafas, boias ou galhos. Só saber nadar não é suficiente. É importante ter técnicas específicas de salvamento aquático”, explica. Ele destaca que a confiança e o preparo precisam existir antes da tentativa de resgate, não durante. Caso contrário, tanto quem está se afogando, quanto quem tenta ajudar podem acabar em perigo.

Soldado André Lima, do Corpo de Bombeiros - (Érica Pessoa/O Dia) Érica Pessoa/O Dia
Soldado André Lima, do Corpo de Bombeiros

Atenção redobrada com correntezas

Outro ponto de alerta são as áreas com forte correnteza, comuns durante o período chuvoso. Nesses locais, o risco é ainda maior. “Águas com muita correnteza o indicado é não adentrar. Elas têm uma forte capacidade de arrastar a pessoa, podendo levar ao afogamento”, afirma o soldado André.

Em caso de emergência, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Também é possível ligar para o 190, já que o atendimento é integrado à central que reúne profissionais de diferentes órgãos da Secretaria de Segurança.


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