O estado do Piauí está em alerta devido ao aumento no número de casos de dengue. Atualmente, cerca de 28 municípios estão classificados como de alto risco, com índice de infestação superior a 4%, enquanto outros 85 permanecem em situação de alerta (índice variando de 1 a 3%), segundo dados do Inquérito Entomológico LIRAa/LIA, que mede a presença do mosquito transmissor. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde tem intensificado as ações de combate ao mosquito.
Mesmo com números inferiores aos registrados em 2025 e 2024, entre janeiro e abril, o estado contabiliza atualmente 4.448 casos suspeitos e um óbito. Cidades como São Raimundo Nonato decretaram recentemente situação de emergência em saúde pública devido à epidemia de dengue.
Além disso, o mês de março registrou um aumento de quase 30% nos casos, levando o estado a ultrapassar a marca de 2,4 mil registros em um único mês, mais de 1.300 a mais que no mês anterior. Em abril, os números continuam elevados: já são 528 casos prováveis apenas nas duas primeiras semanas.
Com isso, a Sesapi tem reforçado o envio de insumos para os municípios e ampliado as estratégias de controle do mosquito. Entre as medidas adotadas estão a distribuição de larvicidas e adulticidas para as 12 regiões de saúde, além da implantação de armadilhas para monitoramento e redução dos focos.
Outro ponto de atenção é a circulação do vírus da dengue tipo 3, identificado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen). Segundo Cristiane Moura Fé, diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, essa variante pode evoluir para quadros mais graves da doença. “Ele é mais preocupante porque pode ter evolução para formas mais severas, com risco de dengue hemorrágica”, alertou.
Apesar das ações desenvolvidas pelo estado, a principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito, sobretudo dentro das casas, onde se concentram a maioria dos focos.
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A gerente da Vigilância em Saúde da Sesapi, Marylane Veloso, alerta para os cuidados que devem ser tomados para evitar a proliferação do mosquito. "É muito importante, neste momento, que a população adote cuidados em seu domicílio e no espaço peridomiciliar, eliminando reservatórios de água onde não são adotadas as medidas necessárias de prevenção", destacou.
Ainda segundo a profissional, a população deve manter a limpeza dentro de casa e também nas áreas urbanas, evitando o acúmulo de água em recipientes. Essa limpeza precisa ser feita diariamente, pois o vírus está em circulação e há maior presença do mosquito Aedes aegypti no território, o que favorece o surgimento de novos casos.
Os sintomas da dengue são semelhantes aos de outras viroses e geralmente incluem febre alta, acima de 39 graus, dores no corpo, nas articulações e dor retro-orbital, que é aquela dor atrás dos olhos. Ao apresentar esses sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde para receber atendimento e orientações médicas. O mais importante nesse momento é manter a hidratação, que deve ser maior do que o habitual.
Ela enfatiza que a ingestão de líquidos deve incluir não apenas água, mas também chás, sucos e água de coco, além de evitar esforço físico. Caso os sintomas persistam ou surjam sinais de alerta, como dor abdominal, manchas vermelhas pelo corpo ou sangramentos, é fundamental procurar atendimento de saúde com urgência para avaliação e tratamento adequados.
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