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Piauí tem déficit de urnas eletrônicas e TRE defende redistribuição nacional para eleições de 2026

De acordo com o magistrado, o Piauí necessita de aproximadamente 1,4 mil a 1,5 mil urnas para atender adequadamente a demanda do próximo pleito.

02/06/2026 às 12h50

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) acendeu um alerta sobre a estrutura necessária para a realização das eleições de 2026. Segundo o presidente da Corte, desembargador José Wilson, o estado possui atualmente um dos maiores índices de déficit de urnas eletrônicas do Brasil, situação que pode provocar a fusão de seções eleitorais e aumentar o tempo de votação e apuração dos resultados.

Piauí tem déficit de urnas eletrônicas e TRE defende redistribuição nacional para eleições de 2026 - (Antônio Augusto/ Ascom TSE) Antônio Augusto/ Ascom TSE
Piauí tem déficit de urnas eletrônicas e TRE defende redistribuição nacional para eleições de 2026

A preocupação foi reforçada nesta semana após nova discussão do tema junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o magistrado, o Piauí necessita de aproximadamente 1,4 mil a 1,5 mil urnas para atender adequadamente a demanda do próximo pleito.

Sem a reposição dos equipamentos, o TRE avalia que será necessário ampliar o número de eleitores por seção eleitoral, medida que pode gerar filas maiores nos locais de votação e atrasar o encerramento dos trabalhos.

“Se nós não solucionarmos esse problema, teremos agregações de seções. Uma seção que hoje atende cerca de 300 eleitores poderá passar a atender 450 pessoas. Como a eleição de 2026 terá seis votos, isso pode aumentar significativamente o tempo de votação e retardar a apuração”, explicou José Wilson.

Segundo o presidente do TRE-PI, a situação já vem sendo debatida desde o ano passado e foi novamente levada ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques. O problema, contudo, não afeta apenas o Piauí.

José Wilson citou que outros tribunais regionais eleitorais também enfrentam dificuldades semelhantes, a exemplo da Bahia. Diante do cenário, a principal alternativa em estudo é promover uma redistribuição nacional das urnas existentes entre os estados.

“Não há mais tempo hábil para aquisição de novas urnas. Por isso, a nova gestão do TSE determinou que os presidentes dos tribunais regionais realizem um levantamento para identificar onde há equipamentos excedentes e onde existe déficit, possibilitando um remanejamento em todo o país”, afirmou.

A medida está sendo discutida no âmbito do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais e deverá servir de base para uma decisão do TSE nos próximos meses.

A preocupação do TRE-PI ocorre em um momento de preparação da Justiça Eleitoral para as eleições gerais de 2026, quando os eleitores irão escolher presidente da República, governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Caso a redistribuição das urnas não seja suficiente para suprir a demanda, a agregação de seções eleitorais poderá se tornar uma das alternativas para garantir a realização do pleito dentro do calendário previsto pela Justiça Eleitoral.