O Piauí aparece na 7ª colocação entre os estados do Nordeste no número de amputações de pênis provocadas por câncer ao longo dos últimos cinco anos. Os dados, reunidos a partir de informações do Ministério da Saúde, indicam que o estado contabilizou 32 casos no período, o mesmo número registrado pela Paraíba, colocando ambos na mesma faixa do ranking regional.
No recorte estadual, 2025 foi o ano com maior incidência no Piauí, concentrando 12 amputações, mais que o dobro do registrado em 2024, quando foram contabilizados cinco casos. O crescimento chama atenção por ocorrer em um intervalo curto de tempo, ainda que o estado não esteja entre os líderes absolutos da região.
No Nordeste como um todo, foram 823 amputações de pênis causadas por câncer entre 2021 e 2025. O Maranhão lidera o ranking, com 179 casos, seguido pelo Ceará, que registrou 151. Na sequência aparecem Pernambuco (138), Bahia (132) e Rio Grande do Norte (105). Na outra ponta da lista, Alagoas apresentou o menor número, com 17 casos no período. Ao todo, quase metade dos estados nordestinos não ultrapassou a marca de 100 amputações em cinco anos.
Em âmbito nacional, o cenário também é preocupante. Entre 2021 e 2025, mais de 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil em decorrência do câncer peniano. No mesmo intervalo, a doença foi responsável por mais de 2,3 mil mortes, segundo registros oficiais do Ministério da Saúde. Embora seja classificado como um tumor raro, especialistas alertam que os números refletem falhas persistentes na prevenção e no diagnóstico precoce.
LEIA TAMBÉM
- Adolescente agredido por piloto de automobilismo morre após 16 dias internado; entenda o caso
- Órgãos públicos de Teresina podem ser proibidos de exigir cópias de documentos; entenda
- Após vetos de Fonteles, Severo Eulálio defende atuação da Alepi
- Pix fora do ar? Aplicativos de bancos voltam a funcionar após horas de instabilidade
A Sociedade Brasileira de Urologia aponta que o câncer de pênis está fortemente associado a fatores evitáveis. A higiene íntima inadequada, especialmente em homens que possuem prepúcio, favorece o acúmulo de secreções e urina, o que pode gerar inflamações crônicas e lesões. A infecção pelo HPV também é considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Entre as medidas de prevenção estão a limpeza diária adequada do pênis com água e sabão, incluindo a higienização da glande, a vacinação contra o HPV, disponível no SUS para públicos específicos e na rede privada para a população em geral, além do uso de preservativos para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar procedimentos mutilantes. Lesões persistentes, feridas que não cicatrizam, alterações na cor ou no formato do pênis devem motivar a procura imediata por atendimento médico, reduzindo o risco de evolução da doença para estágios mais graves.
Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.