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Mais de 430 mil idosos no Piauí poderão receber auxílio-alimentação mensal; entenda

Projeto em análise na Câmara prevê benefício para pessoas com 60 anos ou mais em situação de vulnerabilidade inscritas no CadÚnico.

20/09/2026 às 12h28

Mais de 430 mil idosos que vivem no Piauí poderão ser alcançados por um programa de auxílio-alimentação mensal caso uma proposta em tramitação na Câmara dos Deputados seja aprovada. O estado possui 433.439 pessoas com 60 anos ou mais, segundo dados do Censo 2022 reunidos pela Secretaria de Estado da Saúde.

Mais de 430 mil idosos no Piauí poderão receber auxílio-alimentação mensal; entenda - (Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil) Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Mais de 430 mil idosos no Piauí poderão receber auxílio-alimentação mensal; entenda

O benefício, no entanto, não será destinado automaticamente a toda a população idosa. O Projeto de Lei nº 3.310/2026 prevê atendimento a pessoas com 60 anos ou mais que estejam em situação de vulnerabilidade social e inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A proposta cria o Programa Alimentação Digna da Pessoa Idosa. Pelo texto, o auxílio deverá ser repassado preferencialmente por cartão eletrônico de uso exclusivo para a compra de alimentos. O valor ainda será definido em regulamentação e deverá considerar o custo regional da alimentação, parâmetros nutricionais e a condição socioeconômica dos beneficiários.

Em localidades de difícil acesso, o projeto permite que o benefício seja substituído pela distribuição de cestas básicas ou kits alimentares.

Autor da proposta, o deputado Duda Ramos (Pode-RR) afirma que o objetivo é reforçar a segurança alimentar da população idosa em vulnerabilidade.

“A ideia é garantir a segurança alimentar da população idosa em situação de vulnerabilidade com mecanismo moderno, eficiente e adaptável às realidades regionais”, afirmou.

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação e aguarda a designação de relator na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família. Depois, deverá passar por outras três comissões da Câmara. Para virar lei, ainda precisará concluir a análise no Congresso Nacional.