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Escolas do Piauí podem ter aulas de inteligência emocional na grade curricular; entenda

Projeto aprovado na CCJ da Alepi propõe disciplina semanal de 45 minutos para desenvolver habilidades como empatia, resiliência e autoconhecimento em alunos da educação básica

14/04/2026 às 16h18

Escolas públicas e privadas do Piauí podem passar a ter inteligência emocional como disciplina na grade curricular da educação básica. O projeto de lei da deputada Bárbara do Firmino (Sem partido), apresentado no ano passado, foi aprovado nesta terça-feira (14) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Piauí e agora segue para avaliação da Comissão de Saúde, Educação e Cultura.

 Escolas do Piauí podem ter aulas de inteligência emocional na grade curricular - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Escolas do Piauí podem ter aulas de inteligência emocional na grade curricular

A proposta prevê aulas com duração mínima de 45 minutos semanais, com a grade e os horários definidos por cada rede de ensino conforme sua disponibilidade. O conteúdo teria como foco o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, entre elas autoestima, empatia, resiliência, liderança, cooperação e resolução de problemas, além de estimular o autoconhecimento e a consciência social dos estudantes.

Em sua justificativa, a deputada Bárbara do Firmino defende que a inteligência emocional pode e deve ser trabalhada desde cedo no ambiente escolar.

Deputada estadual Bárbara do Firmino é a autora da proposta.  - (Assis Fernandes/ O DIA) Assis Fernandes/ O DIA
Deputada estadual Bárbara do Firmino é a autora da proposta.

“A Inteligência Emocional, assim como outras formas de inteligência, pode e deve ser desenvolvida desde cedo por meio da educação na escola, ensinando os alunos a gerenciar as próprias emoções, superar frustrações, fracassos, ter confiança em si mesmo, saber colocar-se no lugar do outro, estar disposto a ouvir e compreender os sentimentos alheios, saber criar relações sociais e estabelecer relações interpessoais”, disse.

O relator na CCJ, deputado Fábio Novo, apresentou parecer favorável ao projeto. Caso aprovado nas demais comissões, no plenário e sancionado, o Poder Executivo terá 60 dias para regulamentar a lei e definir as normas complementares para sua aplicação nas redes de ensino.


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