Escolas públicas e privadas do Piauí podem passar a ter a inteligência emocional como disciplina na grade curricular da educação básica. A medida foi aprovada nesta quarta-feira (5) pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e agora segue para análise do governador Rafael Fonteles (PT), que precisa sancioná-la para que a lei entre em vigor.
O projeto, de autoria da deputada Bárbara do Firmino (Sem Partido), prevê aulas com duração mínima de 45 minutos semanais, com grade horária definida por cada rede de ensino conforme sua disponibilidade. Segundo a parlamentar, a proposta busca garantir aos estudantes um espaço de autoconhecimento voltado ao desenvolvimento de habilidades como autoestima, empatia e respeito ao próximo, com foco na construção de competências coletivas, consciência social e um ambiente escolar mais saudável.
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Ao defender a proposta, a deputada argumentou que o trabalho com a inteligência emocional deve começar ainda na infância, dentro do ambiente escolar.
“A Inteligência Emocional, assim como outras formas de inteligência, pode e deve ser desenvolvida desde cedo por meio da educação na escola, ensinando os alunos a gerenciar as próprias emoções, superar frustrações, fracassos, ter confiança em si mesmo, saber colocar-se no lugar do outro, estar disposto a ouvir e compreender os sentimentos alheios, saber criar relações sociais e estabelecer relações interpessoais”, disse.
Com a aprovação na Alepi, a proposta segue agora para sanção do governador Rafael Fonteles (PT). Caso sancionada, a lei permitirá que as unidades de ensino do Piauí incluam a disciplina em suas grades curriculares.