A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo, deflagrou nesta quinta-feira (21),a Operação Indébito, voltada ao combate de crimes cibernéticos. A operação, de alcance nacional, desarticulou uma organização criminosa especializada em aplicar golpes digitais contra clientes de planos de saúde.
O grupo criava sites falsos e anúncios patrocinados para atrair vítimas que buscavam serviços como a emissão de segunda via de boletos. Ao entrar nas páginas fraudulentas, os consumidores eram direcionados para contatos via WhatsApp, onde os criminosos se passavam por atendentes e forneciam boletos falsos. O valor pago era transferido para contas de “laranjas” e rapidamente movimentado, dificultando o rastreamento.
As investigações apontaram uma estrutura hierárquica definida, com líderes responsáveis pela criação e coordenação das fraudes, além de apoio técnico e uso de contas bancárias para a ocultação de valores. O esquema resultou em prejuízos para dezenas de pessoas em diversos estados, com mais de 200 vítimas identificadas em todo o país.
Durante a ação, foram cumpridos 80 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, relacionados a investigações. Além disso, houve bloqueio judicial de 43 contas bancárias ligadas aos investigados, com o objetivo de garantir o ressarcimento das vítimas. Os criminosos poderão responder por crimes como estelionato por meio eletrônico e associação criminosa.
A ação contou com o apoio das Polícias Civis da Paraíba, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, por meio das delegacias de João Pessoa, Campina Grande, Poá, Cândido Mota, Campinas, Itu, Mogi das Cruzes, Crato, Corumbá, Chapadão do Sul, Campo Belo, Curitiba, Salvador, Rio do Fogo e Joinville.
A Polícia Civil do Piauí também alertou a população sobre os riscos de acessar sites não verificados e reforçou a necessidade de atenção no ambiente virtual.
Quadrilha tinha núcleos de atuação
De acordo com o delegado Humberto Mácola, coordenador da DRCI, as investigações que culminaram na ação de hoje (21) começaram em 2023 após recebimento de denúncias. Ao longo do inquérito, a polícia constatou a existência de uma rede organizada e hierarquizada de atuação divida em pelo menos dois estados brasileiro.
O grupo tinha integrantes em João Pessoa, na Paraíba, e em São Paulo Capital. "Enquanto o núcleo que estava na Paraíba era responsável pela confecção e clonagens destes sites que eram idênticos aos verdadeiros, outro núcleo em São Paulo executava o crime, fazendo a abordagem às vítimas, se passando por atendentes destes planos de saúde. O outro grupo recebia os valores e repassavam aos líderes da organização", detalhou Humberto Mácola.
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