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Auditores fiscais do Piauí deverão seguir subteto salarial do próprio estado, decide STF

Representantes da categoria argumentavam que a Reforma Tributária de 2023 elevou a carreira de auditor a nível nacional. Mas STF considerou que a reforma não concedeu caráter nacional à carreira.

27/08/2026 às 08h57

27/08/2026 às 08h57

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os vencimentos de auditores fiscais dos estados e dos municípios devem seguir os valores estabelecidos pelos subtetos fixados por cada ente federativo. Com a decisão, os auditores fiscais do Piauí deverão seguir sujeitos ao limite salarial determinado pelo próprio estado.

Auditores fiscais do Piauí deverão seguir subteto salarial do próprio estado, decide STF - (Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil) Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Auditores fiscais do Piauí deverão seguir subteto salarial do próprio estado, decide STF

A decisão unânime foi tomada na sessão virtual que se encerrou em 18 de agosto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7882 foi apresentada pela Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais e pela Confederação Nacional de Carreiras e Atividades Típicas de Estado. Elas argumentavam que a Reforma Tributária de 2023 elevou a carreira de auditor fiscal a nível nacional e, por isso, a categoria deveria ser submetida ao teto salarial aplicável aos ministros do STF.

O ministro Gilmar Mendes, relator da ação, avaliou que os pedidos das entidades não procediam. Para ele, os auditores fiscais não se caracterizam como carreira de índole nacional, pois a Constituição Federal repartiu a competência da atividade de auditoria fiscal entre os entes federados, ou seja, os estados.

Ministro Gilmar Mendes foi o relator da matéria no STF. - (Carlos Moura/SCO/STF) Carlos Moura/SCO/STF
Ministro Gilmar Mendes foi o relator da matéria no STF.

A Reforma Tributária não modificou esse cenário, de acordo com o ministro. Em seu voto, ele afirma que a reforma preservou as competências estaduais, distritais e municipais para a administração tributária, evidenciando a cooperação e a coordenação de procedimentos, não a unificação de planos de carreira.

Ao votar contra os pedidos, o ministro Gilmar relembrou que o STF já validou a instituição de limites para a remuneração de servidores estaduais e municipais. A norma foi incluída na Constituição com a Emenda Constitucional 41/2003, que, para o decano, permite que cada ente institua um piso condizente com sua realidade financeira.

Com informações do STF