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Polícia investiga áudio que cita “sequelas” para filha de prefeito de Parnaíba

Segundo delegado, mensagem em grupo com cerca de 800 pessoas está entre os elementos analisados na investigação criminal.

11/09/2026 às 14h28

A Polícia Civil do Piauí investiga supostas ameaças contra a filha de dois anos do prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel (Progressistas). Ao Portal O Dia, o delegado Ayslan Magalhães afirmou que dois procedimentos distintos tramitam no município, um na esfera criminal e outro na Justiça, ambos relacionados à rotina e à segurança da criança.

De acordo com o delegado, o procedimento criminal teve origem em um boletim de ocorrência registrado pelo prefeito e pela esposa. Os dois relataram supostas ameaças envolvendo a menina na creche municipal onde ela estuda. A investigação está sob responsabilidade da Primeira Delegacia da Mulher de Parnaíba e tramita em segredo de justiça.

Polícia investiga áudio que cita “sequelas” para filha de prefeito de Parnaíba - (Jailson Soares/O Dia) Jailson Soares/O Dia
Polícia investiga áudio que cita “sequelas” para filha de prefeito de Parnaíba

Um dos elementos que chamaram a atenção dos investigadores foi um áudio compartilhado em um grupo com aproximadamente 800 pessoas de Parnaíba. Conforme Ayslan Magalhães, uma pessoa teria afirmado que a filha do prefeito sofreria “sequelas”.

O delegado explicou que a mensagem levantou questionamentos sobre o significado da declaração e a origem de uma possível ameaça. “O que chamou mais a atenção do próprio prefeito, o que fez com que ele se preocupasse, é de onde viriam as sequelas”, afirmou.

Ainda segundo Ayslan, a investigação busca esclarecer se a fala estaria relacionada apenas ao fato de a criança estudar em uma escola pública municipal ou se indicaria uma intenção de causar algum tipo de dano à menina. As circunstâncias e a autoria das supostas ameaças ainda são investigadas.

Justiça determinou medidas contra três pessoas

Paralelamente à apuração criminal, a Justiça do Piauí concedeu tutela provisória de urgência para proteger a criança. A decisão estabeleceu medidas contra três pessoas citadas em uma ação cível relacionada ao suposto monitoramento e à divulgação de informações privadas sobre a rotina escolar da menina.

Os envolvidos foram proibidos de seguir, vigiar, monitorar ou acompanhar a criança, presencialmente ou por meios digitais. Também não podem buscar informações não públicas sobre matrícula, frequência, horários, trajetos ou localização da menina.

A decisão ainda impede a divulgação ou compartilhamento desses dados e de registros relacionados à rotina escolar, salvo com autorização dos responsáveis ou por determinação judicial. A escola deverá orientar funcionários e colaboradores a não fornecer informações sobre a criança.

Segundo o delegado, os dois procedimentos permanecem em segredo de justiça. Na esfera cível, o caso tramita na vara responsável pela ação. Já a investigação criminal segue na Primeira Delegacia da Mulher de Parnaíba.

A decisão judicial é provisória e pode ser contestada. Os três requeridos deverão ser intimados pessoalmente e terão prazo de 15 dias para apresentar contestação.