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Dia 28 de julho será feriado em Timon? Saiba

Data é feriado em todo o estado do Maranhão e foi instituída em 2 de outubro de 1964 pelo então governador Newton de Barros Bello.

27/07/2026 às 08h31

27/07/2026 às 08h31

O dia 28 de julho marca a adesão do Maranhão à independência do Brasil, ocorrida em 1823, quase um ano depois da proclamação oficial da República. A data é considerada feriado em todo estado, incluindo a cidade de Timon, vizinha à Teresina. A prefeitura do município emitiu nota confirmando o feriado (Confira o comunicado abaixo). O Maranhão foi o penúltimo estado a reconhecer a independência do país. O último foi o Pará, que aderiu somente em 15 de agosto de 1823.

Prefeitura de Timon emitiu nota confirmando o feriado. - (Divulgação) Divulgação
Prefeitura de Timon emitiu nota confirmando o feriado.

O feriado foi instituído em 2 de outubro de 1964 pelo então governador Newton de Barros Bello, que sancionou a Lei nº 2457. “É feriado estadual o dia 28 de julho, data que assinala a adesão do Maranhão à independência”, diz o artigo primeiro da lei.

Confira o comunicado:

COMUNICADO

A Prefeitura Municipal de Timon informa que o expediente na segunda-feira, 27/07, ocorrerá normalmente, com atendimento ao público em todos os setores. Já na terça-feira, 28/07, não haverá expediente, em razão do feriado estadual da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil.

As atividades administrativas e o atendimento ao público serão retomados normalmente na quarta-feira, 29 de julho. Ressaltamos que os serviços essenciais permanecerão em funcionamento, assegurando o atendimento à população. Agradecemos a compreensão de todos.

Históra da adesão do Maranhão à independência do Brasil

Ao contrário da visão tradicional histórica de um rompimento singular e pacífico com Portugal, protagonizado por Dom Pedro I, o Maranhão demorou em reconhecer a independência por causa dos fortes laços que tinha com Portugal. No período de 1751 a 1778, o Estado do Grão-Pará e Maranhão foi desmembrado da colônia do Brasil e subordinava-se diretamente à Coroa Portuguesa.

Com uma localização geográfica mais próxima à Europa, o acesso e comunicação marítima com Lisboa eram muito mais fáceis que com o Rio de Janeiro, a nova sede do Brasil. Além disso, o Maranhão mantinha um intenso fluxo comercial com os portugueses, bem como laços políticos. Esse estreitamento das relações com Lisboa do que com o a nova sede administrativa do Brasil, o Rio de Janeiro, foi um fator decisivo para a resistência das elites maranhenses à causa da independência, culminando com um movimento defendendo a manutenção do Maranhão junto ao Império português durante o processo político que tornou o Brasil independente.

Somente em 1823, começa a aparecer a ideia de “adesão” à independência no estado. Contribui para essa mudança, o avanço de tropas independentistas, vindas do Piauí e Ceará.

São Luís, no Maranhão. - (Douglas Júnior / MTUR) Douglas Júnior / MTUR
São Luís, no Maranhão.

Houve embates, principalmente no interior do estado, nas regiões de Caxias e São José dos Matões, entre as tropas fieis à Portugal e os independentistas, gerando isolamento e desabastecimento na capital, São Luís, que resistia. O golpe final veio por mar, de onde se esperavam reforços portugueses suficientes para manterem o vínculo com Lisboa, porém que nunca aportaram.

Quem conduziu o cerco foi o lendário Lord Thomas Cochrane, um mercenário escocês, contratado por Dom Pedro I para ajudar a organizar a Marinha brasileira. Em 26 de julho, Lorde Cochrane chegou à fortaleza de Santo Antônio da Barra, controlando o canal de acesso ao porto de São Luís. Para tanto, o marinheiro utilizou de um artifício, trocou a bandeira hasteada do Império brasileiro na nau que comandava, por uma bandeira inglesa, a fim de gerar uma falsa impressão, passando a ideia de ser um navio aliado.

O cerco estava completo. Utilizando-se da força militar, Cochrane exigia o fim da resistência e o juramento do governo maranhense a Dom Pedro. Dois dias depois, o Maranhão reconheceria a independência do Brasil, sem que o almirante precisasse dar um tiro sequer. Em razão de sua conquista, o mercenário foi aclamado com o título de marquês do Maranhão.