As fortes chuvas registradas no município de Fronteiras nas últimas horas causaram o desabamento de uma ponte, alagamentos em residências e danos a estabelecimentos comerciais. A mobilidade foi comprometida, principalmente entre Fronteiras e Pio IX, e a previsão é de mais chuvas no município até a próxima quinta-feira (5).
De acordo com o Diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil, Werton Costa, os volumes de chuva estavam previstos. “Todos os volumes de chuva que caíram sobre o estado do Piauí estavam previstos. Nenhum deles surpreendeu a Defesa Civil. A gente estava trabalhando com os alertas federais, com orientação do Senad. A gente já sabia da movimentação das ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). Comunicamos no grupo das defesas civis a aproximação desse sistema e solicitamos cautela. Cautela por parte de todos os sistemas”, afirmou.
Na zona urbana, diversas residências foram inundadas, e as famílias afetadas estão realizando a limpeza e retirada da lama acumulada, com registro de perdas materiais significativas. Pontos comerciais também sofreram danos estruturais e permaneceram fechados por medida de segurança.
O transporte e a circulação de veículos estão comprometidos devido ao desabamento de uma ponte que dá acesso ao desvio entre Fronteiras e Pio IX. Atualmente, apenas uma ponte permanece em funcionamento, mas está sobrecarregada com o intenso fluxo de carros, caminhões e carretas. As autoridades alertam que, caso as chuvas persistam, há risco de interdição também dessa estrutura.
“Todos os cursos d'água pegaram bastante volume, porque o quantitativo de chuva se aproximou de 200 milímetros. Todos os pequenos reservatórios, todos os barreiros de Fronteiras, todas as barragens estão com muita água. Ou seja, todo o sistema de segurança hídrica ao redor do município, seja público ou privado, atingiu próximo de sua capacidade máxima”, ressaltou Werton Costa.
Na zona rural, a situação é ainda mais crítica, com alagamentos generalizados que impossibilitam o tráfego e o acesso às comunidades. As escolas da região suspenderam as aulas nesta segunda-feira (2), em razão da impossibilidade de deslocamento dos ônibus escolares.
Além disso, famílias rurais enfrentam perdas severas, incluindo morte de animais arrastados pela correnteza e destruição de plantações, agravando o cenário de emergência no município.
Em algumas regiões da cidade, os volumes de chuva registrados chegaram a cerca de 220 milímetros, aumentando o risco de novos desabamentos e alagamentos.
O órgão mantém monitoramento constante por meio do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres e enviou alertas por SMS para municípios considerados estratégicos. “Todos esses dados foram tratados por nossa sala de monitoramento, que é o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres. Nós enviamos, inclusive, vários alertas por SMS para municípios, que a gente considerava problemáticos ou estratégicos”, explicou Werton.
As autoridades orientam que a população siga as recomendações de segurança e evite transitar por áreas alagadas ou próximas a cursos d’água até que a situação se normalize.
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