A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito sobre o sequestro e as agressões sofridas pelo influenciados Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como Lokinho, e indiciou o casal Harkellany Rodrigues de Melo e Helson Sousa Rodrigues por uma série de crimes ocorridos em outubro de 2025, na zona Sul de Teresina. As investigações apontam tentativa de homicídio, sequestro, tortura, porte e disparo de arma de fogo, entre outras infrações penais.
De acordo com o relatório policial, o episódio, que aconteceu no dia 10 de outubro do ano passado, teria sido motivado por desentendimentos pessoais e por publicações nas redes sociais que teriam causado o descontentamento dos suspeitos. Lokinho havia feito comentários irônicos sobre uma briga anterior envolvendo Harkellany, o que, segundo a investigação, teria desencadeado a ação do casal.
Segundo o depoimento da vítima, ele foi abordado no estacionamento de um posto de combustíveis na região da Esplanada, onde estava com amigos. O influenciador relatou que os investigados efetuaram disparos de arma de fogo, provocando pânico no local, e que foi agredido com coronhadas antes de ser colocado à força no porta-malas de um carro.
Ainda segundo o relato, Lokinho foi levado para uma área de matagal na periferia da capital, onde teria sido mantido sob ameaças de morte e novas agressões. O celular da vítima teria sido tomado e descartado durante o trajeto.
O influenciador digital ainda afirmou que foi ferido nas proximidades da Casa de Custódia, onde conseguiu pedir ajuda para retornar à sua residência e buscar atendimento médico.
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Uma testemunha mencionada no inquérito confirmou que esteve com os investigados no local inicial da ocorrência, mas disse ter se afastado ao perceber a gravidade da situação, alegando desconhecer a intenção criminosa. Os suspeitos foram reconhecidos por meio de fotografias apresentadas na delegacia e já possuiriam registros criminais anteriores, segundo a polícia.
Com a conclusão do procedimento, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do casal e por mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas em Teresina e em Parnarama, no Maranhão, mas os investigados não foram encontrados e são considerados foragidos.
O inquérito foi encaminhado ao Judiciário e ao Ministério Público, que devem analisar as medidas cabíveis. O caso segue em apuração, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório no decorrer do processo.
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