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Piauí possui 74 Patrimônios Vivos reconhecidos por lei

Programa Patrimônio Vivo concede bolsas mensais de incentivo à cultura e à preservação das tradições culturais piauienses.

22/02/2026 às 11h45

22/02/2026 às 11h45

O Piauí possui atualmente 74 Patrimônios Vivos reconhecidos oficialmente por meio da lei estadual nº 5.816. São mestres e grupos culturais que mantêm vivas as tradições do Estado e acabam recebendo incentivo por parte do governo através do programa que concede bolsas mensais de R$ 1 mil a R$ 2 mil.

Entre os grupos reconhecidos está o Culturart, fundado em 1992 e contemplado em 2022 pelo trabalho de preservação do Reisado e da Roda de São Gonçalo, na Serra da Capivara. Mestre Agnaldo Ribeiro dos Santos diz que atuação do grupo inspira comunidades vizinhas e fortalece eventos locais.

Piauí possui 74 Patrimônios Vivos reconhecidos por lei - (Arquivo/Grupo Culturart) Arquivo/Grupo Culturart
Piauí possui 74 Patrimônios Vivos reconhecidos por lei

“Espelhado na vivência dos familiares mais velhos da maioria dos membros, essas manifestações populares passaram de quase esquecidas a práticas novamente vividas não só pelo Culturart, mas por outras comunidades. Esse reconhecimento nos permite valorizar ainda mais estas manifestações”, diz.

Em 2025, o Culturart realizou 12 oficinas, ensinando as novas gerações e fortalecendo os grupos culturais existentes.

Para indivíduos, o apoio do Programa Patrimônio Vivo é de R$ 1.100, e para grupos, é de R$ 2.200. O recebimento é vitalício.

Roberto Sabóia, Roberto Sabóia, coordenador de Patrimônios Vivos da Secult-PI, reforça a importância do reconhecimento. 

Piauí possui 74 Patrimônios Vivos reconhecidos por lei - (Arquivo/Grupo Culturart) Arquivo/Grupo Culturart
Piauí possui 74 Patrimônios Vivos reconhecidos por lei

“A valorização oficial traz visibilidade e ajuda a manter vivas as tradições culturais ao fortalecer o sentimento de pertencimento, valorizar as raízes históricas e assegurar a transmissão intergeracional. Isso evita o apagamento cultural, protege contra a apropriação indevida, além de gerar renda e garantir que saberes ancestrais permaneçam relevantes no presente”, finalizou.


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