O Piauí registrou 322 mortes no trânsito em 2026, com ocorrências em 116 municípios, segundo dados do Observatório de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI). O levantamento também aponta que 72,36% das vítimas não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), indicando um perfil recorrente entre os casos registrados no estado.
Os números são voltados para as mortes que aconteceram ao longo dos primeiros meses do ano, com variações de um mês para outro. Em janeiro, foram 86 registros, número parecido com o do mesmo período de 2025, quando houve 84 mortes. Em fevereiro, o total caiu para 66, enquanto março teve 68 casos. Já abril registrou um aumento, com 100 óbitos.
Em comparação com o ano passado, houve uma leve redução. Nos quatro primeiros meses de 2025, foram 344 mortes no trânsito. No mesmo período de 2026, o número caiu para 322, o que representa uma diminuição de 6,40%.
Mesmo com essa queda, os dados mostram que os acidentes fatais continuam acontecendo em várias regiões do estado. Em 2025, o Piauí fechou o ano com 1.116 mortes no trânsito.
No que diz respeito ao perfil das vítimas, a faixa etária com maior concentração de mortes é a de 35 a 44 anos, que representa cerca de 19,9% dos casos. Em seguida, aparecem os grupos de 25 a 34 anos e de 45 a 54 anos, também com participação significativa no total de registros.
Entre os mais jovens, os dados também chamam atenção. Pessoas entre 18 e 24 anos somam uma parcela relevante das vítimas, indicando que o impacto dos acidentes atinge diferentes idades, mesmo que haja maior concentração na população economicamente ativa.
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Em Teresina, o levantamento mostra comportamento semelhante ao restante do estado, mas com números absolutos menores. Em 2026, foram registradas 53 mortes no trânsito até o momento analisado. Em janeiro, houve 12 óbitos, número inferior ao registrado nos dois anos anteriores. Já em fevereiro, o total subiu para 14, enquanto março manteve nove mortes.
O mês de abril apresentou aumento, com 17 registros na capital. Até o primeiro dia do mês de maio, foi registrado apenas um óbito.
Os dados também evidenciam oscilações mensais tanto no estado quanto em Teresina, o que pode estar relacionado a fatores como fluxo de veículos, períodos de maior deslocamento e comportamentos de risco no trânsito.
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