As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais entre a segunda-feira (23) e a madrugada desta terça-feira (24) deixaram 23 mortos na região da Zona da Mata, segundo balanço divulgado pelas autoridades estaduais. As cidades mais afetadas foram Juiz de Fora e Ubá, onde foram registrados alagamentos de grandes proporções, deslizamentos de terra e soterramentos em áreas residenciais.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a maior parte das mortes ocorreu em decorrência de deslizamentos que atingiram casas construídas em encostas. Em Juiz de Fora, o transbordamento do Rio Paraibuna agravou a situação, inundando bairros inteiros e deixando centenas de pessoas desalojadas. Em Ubá, o volume de chuva em poucas horas superou a média esperada para vários dias, provocando enxurradas e desabamentos.
Além das vítimas fatais, há registro de desaparecidos, e as equipes seguem mobilizadas nas buscas. Moradores foram retirados preventivamente de áreas consideradas de risco, enquanto abrigos públicos foram organizados para receber famílias que perderam suas casas. A Defesa Civil de Minas Gerais informou que o solo encharcado aumenta o risco de novos deslizamentos, mantendo o alerta em diversas localidades da região.
Segundo a prefeitura de Juiz de Fora, o mês de fevereiro de 2026 foi o mais chuvoso da história da cidade. Até às 10h de segunda-feira, haviam sido registrados 460,4 milímetros de chuva no município. O recorde anterior era de fevereiro de 1988, quando o acumulado atingiu 456 milímetros. O volume registrado somente neste mês corresponde a 270% do total esperado, ou seja, 1,7 vez a mais do que a média histórica do período.
O número de desabrigados também aumentou nas últimas horas, com centenas de pessoas encaminhadas para escolas, ginásios e espaços públicos adaptados como abrigos temporários. Muitas famílias perderam móveis, documentos e praticamente todos os pertences com a força da água. As autoridades ainda trabalham na atualização da lista de desaparecidos, enquanto equipes realizam buscas em áreas de difícil acesso e seguem monitorando pontos considerados críticos.
Prefeituras dos municípios atingidos decretaram situação de emergência para agilizar o envio de recursos e a assistência às vítimas. O governo estadual também anunciou apoio com equipes técnicas e ajuda humanitária. As autoridades orientam a população a evitar áreas alagadas e encostas instáveis, enquanto o monitoramento meteorológico continua diante da previsão de mais chuvas nos próximos dias.
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