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Almoço de Páscoa de Lula vira polêmica após ingrediente exótico; entenda

A repercussão começou logo após a publicação, principalmente pela dúvida sobre a legalidade do consumo. O animal é protegido por lei no Brasil, e a caça ou venda sem autorização é proibida.

06/04/2026 às 10h35

O almoço de Páscoa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado neste domingo (5), repercutiu nas redes sociais após a primeira-dama Rosângela da Silva publicar um vídeo mostrando o preparo de carne de paca. O prato servido na refeição em família chamou atenção por envolver um animal silvestre considerado iguaria exótica e cercado por regras ambientais no país.

Almoço de Páscoa de Lula vira polêmica após ingrediente exótico; entenda - (Reprodução) Reprodução
Almoço de Páscoa de Lula vira polêmica após ingrediente exótico; entenda

No vídeo publicado no Instagram, Janja aparece preparando a carne e explica que ela ficou dois dias marinando antes do cozimento. Segundo a primeira-dama, foram usados alho, tempero verde e ervas. “Essa paca ficou dois dias no tempero. Bastante alho, bastante tempero verde, algumas ervas, porque carne de paca pede ervas. (...) Vai ficar muito tempo cozinhando”, narra.

A gravação mostra ainda o momento em que Lula comenta a refeição e elogia o prato. “Eu acabei de comer a paca. Eu duvido que algum lugar do país alguém já tenha comido uma tão gostosa como essa que comi hoje. Divina. Parabéns, Janjinha”, afirmou.

A repercussão começou logo após a publicação, principalmente pela dúvida sobre a legalidade do consumo. O animal é protegido por lei no Brasil, e a caça ou venda sem autorização é proibida. Diante dos questionamentos, Janja informou que a carne havia sido recebida de um produtor autorizado.

Segundo ela, o produto teve origem em criadouro legalizado e autorizado pelos órgãos ambientais. A primeira-dama também destacou que a criação em cativeiro é permitida quando segue as exigências de fiscalização e manejo estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

“A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no Globo Rural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama, a carne pode ser comercializada no país”, afirmou.

A paca é um animal silvestre protegido pela legislação ambiental brasileira. - (Reprodução) Reprodução
A paca é um animal silvestre protegido pela legislação ambiental brasileira.

Carne de paca é permitida? Entenda o que diz a lei

Desde 1967, a legislação brasileira proíbe a caça, captura, transporte, venda e consumo de animais silvestres sem autorização oficial, conforme estabelece a Lei de Proteção à Fauna. A norma, no entanto, permite exceções para animais criados em estabelecimentos regularizados, desde que haja autorização ambiental e controle sanitário.

Nessas condições, a carne pode ser comercializada e consumida legalmente, desde que o produtor mantenha registro no Ibama e comprove a origem dos animais. Sem essa documentação, a prática é considerada irregular e pode resultar em multas e outras sanções.

O consumo de carne de paca é mais comum em algumas regiões do país, especialmente no Norte e no Nordeste, e, em criadouros e restaurantes autorizados, é considerado um produto de alto valor, devido à oferta limitada e às exigências para sua criação.

Apesar das restrições, a criação em cativeiro é permitida quando realizada por estabelecimentos autorizados pelo Ibama, seguindo rigorosamente as normas de manejo, transporte e fiscalização, garantindo a legalidade da comercialização da carne.


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Com edição de Nathalia Amaral.