Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Um ano após desabamento, ponte entre Tocantins e Maranhão é inaugurada

A estrutura substitui a antiga Ponte Juscelino Kubitschek, que desabou em 22 de dezembro do ano passado

22/12/2025 às 14h45

22/12/2025 às 14h45

Um ano após a tragédia que deixou 14 mortos e três pessoas desaparecidas, a nova ponte que liga os estados do Maranhão e do Tocantins foi entregue nesta segunda-feira (22). A estrutura substitui a antiga Ponte Juscelino Kubitschek, que desabou em 22 de dezembro do ano passado.

Um ano após desabamento, ponte entre Tocantins e Maranhão é inaugurada - (Reprodução/Redes Sociais) Reprodução/Redes Sociais
Um ano após desabamento, ponte entre Tocantins e Maranhão é inaugurada

A nova ponte sobre o Rio Tocantins restabelece o tráfego da BR-226, importante rodovia federal que conecta os dois estados na altura dos municípios de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins. A obra possui 630 metros de extensão e foi executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com investimento aproximado de R$ 172 milhões.

A estrutura conta com duas faixas de rolamento, acostamentos, barreiras de proteção e passagem para pedestres. Antes da liberação ao tráfego, foram realizados testes estruturais ao longo do último fim de semana, totalizando cerca de 20 horas de avaliações técnicas para garantir a segurança da ponte.

De acordo com o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Fábio Nunes, os testes envolveram a circulação de oito caminhões betoneiros carregados, com peso médio de 30 toneladas cada, que atravessaram a ponte em diferentes velocidades e realizaram frenagens sobre a estrutura. Sensores instalados em um caminhão de monitoramento permitiram medir as frequências da ponte, que, segundo o diretor, confirmaram a segurança da obra.

Enquanto a nova estrutura é entregue à população, as famílias das vítimas do desabamento da antiga ponte seguem sem respostas definitivas sobre responsabilidades e indenizações. O laudo da Polícia Federal, apresentado em julho deste ano, apontou como causas do colapso a sobrecarga da ponte, inaugurada em 1961, deformações no concreto, perda da capacidade de resistência, acúmulo de veículos, além de falhas em manutenção e reformas anteriores.

O documento destaca que houve decisão do operador da ponte em manter um tráfego superior ao projetado ao longo de décadas, atribuindo essa responsabilidade ao Dnit. O inquérito policial segue em andamento.

Em nota, o Dnit informou que colabora com todos os órgãos responsáveis pelas investigações e que instaurou uma Investigação Preliminar Sumária, por meio da Corregedoria, para apurar as causas do colapso, os prejuízos e a quantificação dos danos. O órgão também afirmou ter contratado o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) para elaborar um relatório técnico externo sobre o desabamento.


Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.

Com supervisão de Nathalia Amaral