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Secretários indicam Chico Lucas para assumir Ministério da Segurança Pública

Chico Lucas passou a ser cotado para ocupar o ministério que será criado; embora a disputa pelo cargo esteja acirrada

09/01/2026 às 14h35

Atualizada às 15h15

Após Ricardo Lewandowski definir sua saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, nesta quinta-feira (8), o nome do secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, passou a ser o mais cotado para ocupar a vaga de ministro da Segurança Pública. O atual ministério será dividido em dois, criando pastas específicas para cada área.

Secretários indicam Chico Lucas para assumir Ministério da Segurança Pública - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Secretários indicam Chico Lucas para assumir Ministério da Segurança Pública

O secretário de Segurança da Paraíba, Jean Nunes, indicou Chico Lucas, destacando a boa interlocução dele com os demais gestores da área e os resultados positivos alcançados à frente da segurança pública no Piauí.

Chico Lucas também é apontado como favorito por Sandro Avelar, que foi o número dois da Polícia Federal durante o governo Jair Bolsonaro.

Outros nomes também aparecem como possíveis candidatos ao comando da pasta, entre eles Wellington César, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência, cuja indicação é defendida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Também é citado o atual diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, considerado um dos homens de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pesam a favor de Chico Lucas os indicadores de redução da violência no estado. As mortes violentas caíram 31% em 2025, na comparação com 2022, atingindo o menor patamar dos últimos dez anos. Os roubos também apresentaram queda durante a gestão do secretário. Entre 2022 e 2025, os registros no estado diminuíram 49%. O roubo de veículos recuou 38% (de 4.483 para 2.765), enquanto os roubos de celulares caíram 53% (de 14.037 para 6.570).

A possibilidade ganhou força após uma publicação nas redes sociais do deputado estadual Gil Carlos (PT), feita na última quarta-feira (7). Na postagem, o parlamentar sugeriu o nome de Chico Lucas para o Ministério da Justiça. Gil Carlos afirmou desconhecer os motivos que levaram Lewandowski a deixar o cargo, mas ressaltou o respeito à trajetória e à autoridade do ministro.

Procurado pelo PortalODia.com, Chico Lucas comentou a chance de uma eventual indicação. Ele afirmou que se sentiria honrado com o convite, mas destacou que decisões dessa natureza envolvem articulação coletiva no campo político. “O governador é generoso. Eu acho que a gente está aqui fazendo esse trabalho e eu vou me dedicar à missão. Se hoje eu fosse convidado, ficaria lisonjeado, refletiria e teria que conversar com várias pessoas, porque é um grupo”, declarou.

O secretário também ressaltou a importância da integração entre União e estados na política de segurança pública e defendeu o fortalecimento da pasta no âmbito federal.

“Eu entendo que o governo federal deva criar esse Ministério. É uma necessidade premente que vá para lá alguém que tenha boa interlocução com os estados. Não dá para fazer segurança pública sem os estados. Quem for para lá pode ter certeza que terá o nosso apoio e que estaremos integrados, trabalhando em conjunto para levar ao Brasil mais segurança e os exemplos que estamos construindo”, finalizou.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a carta de demissão nesta quinta-feira (8), confirmando sua saída do governo após menos de dois anos no cargo. A reunião entre os dois ocorreu no Palácio do Planalto, pouco antes de um evento que marcou os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro. A saída deve ser formalizada até esta sexta-feira (9).

Lewandowski assumiu a pasta em fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao presidente, afirmou que sua “missão foi cumprida” e que a decisão foi motivada por razões pessoais, especialmente o desejo de passar mais tempo com a família e os netos. A possibilidade de saída já havia sido discutida em dezembro de 2025, quando o ministro sinalizou a auxiliares a intenção de deixar o governo.


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Com supervisão de Nathalia Amaral