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Retrospectiva 2025: os fatos que marcaram a política brasileira ao longo do ano

Da guerra econômica com os Estados Unidos à prisão de um ex-presidente, o Brasil viveu um ano de transformações.

30/12/2025 às 09h46

30/12/2025 às 09h46

O ano de 2025 foi marcado por eventos e acontecimentos marcantes no cenário político nacional, como a denúncia, condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e as sanções dos Estados Unidos ao Brasil. No Meio Ambiente, a COP 30 levantou debates e se consolidou como um dos maiores eventos climáticos da década. Confira na retrospectiva 2025 os fatos que marcaram a política brasileira ao longo do ano.

Retrospectiva 2025: os fatos que marcaram a política brasileira ao longo do ano - (Reprodução) Reprodução
Retrospectiva 2025: os fatos que marcaram a política brasileira ao longo do ano

Jair Bolsonaro: da denúncia da PGR à prisão

Em 18 de fevereiro de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado. Em 26 de março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia por unanimidade, tornando Bolsonaro e mais sete aliados réus no processo relacionado aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ao longo do ano, Bolsonaro prestou depoimentos à Polícia Federal e ao STF. Negou envolvimento em qualquer plano golpista, mas admitiu ter discutido “possibilidades” para contestar o resultado das eleições de 2022, alegando que tudo ocorreu dentro da Constituição. Em agosto, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente por descumprimento reiterado de medidas cautelares. No mesmo período, Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro foram indiciados pela PF por atuação nos Estados Unidos contra o Brasil.

Em setembro, a Primeira Turma do STF iniciou o julgamento do caso e, no dia 11, condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, além de multa equivalente a 124 dias, calculada em dois salários mínimos por dia. A decisão foi tomada por 4 votos a 1, com voto decisivo da ministra Cármen Lúcia.

Jair Bolsonaro: da denúncia da PGR à prisão - (Reprodução/ Agência Brasil) Reprodução/ Agência Brasil
Jair Bolsonaro: da denúncia da PGR à prisão

Sanções dos Estados Unidos e Alexandre de Moraes

Em maio, o governo dos Estados Unidos admitiu a possibilidade de aplicar sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. O tema foi discutido no Congresso americano após questionamento do deputado republicano Cory Mills ao secretário de Estado, Marco Rubio. Em julho, o presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, somadas à taxa geral de 10% divulgada em abril.

Poucos dias depois, Marco Rubio anunciou a revogação do visto de Moraes para entrada nos EUA. No fim de julho, o ministro se tornou a primeira autoridade brasileira a ser incluída formalmente na lista de sanções da Lei Magnitsky. O presidente Lula manifestou solidariedade a Moraes e classificou as sanções como tentativa inaceitável de interferência externa no Judiciário brasileiro.

Em outubro, Lula e Trump conversaram por telefone e se encontraram pessoalmente durante a cúpula da Asean, na Malásia. Em dezembro, após nova ligação entre os presidentes, os EUA retiraram a tarifa adicional sobre produtos brasileiros e removeram Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de sanções.

Sanções dos Estados Unidos e Alexandre de Moraes - (Reprodução/Google) Reprodução/Google
Sanções dos Estados Unidos e Alexandre de Moraes

COP 30

Entre os dias 10 e 21 de novembro, Belém (PA) sediou a COP30, consolidando o protagonismo do Brasil nas discussões sobre preservação da Amazônia, transição energética e financiamento climático. A conferência reuniu líderes mundiais e representantes da sociedade civil em um dos eventos climáticos mais relevantes da década.

Um dos principais avanços foi a adoção de indicadores comuns para a Meta Global de Adaptação, permitindo medir o grau de preparação dos países frente a eventos climáticos extremos. Foi a primeira vez que as conferências do clima chegaram a um consenso sobre esse tipo de mensuração.

Apesar dos avanços, o texto final não incluiu compromissos específicos sobre a redução do uso de combustíveis fósseis e tampouco garantiu medidas suficientes para limitar o aquecimento global a 1,5°C, evidenciando divergências entre os países até as últimas horas de negociação.

2025 foi o ano da COP 30 no Brasil - (Reprodução/Agência Brasil) Reprodução/Agência Brasil
2025 foi o ano da COP 30 no Brasil

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Congresso Nacional

Em fevereiro, o Congresso Nacional elegeu seus novos presidentes para o biênio 2025–2026. No Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito com 73 votos. Na Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) venceu com 444 votos, tornando-se o mais jovem presidente da Casa, aos 35 anos.

A gestão de Alcolumbre foi marcada por articulação política, aprovação do Orçamento de 2025 e 2026 e uma relação tensa com o Executivo e o Judiciário. Embora tenha defendido o cumprimento das decisões do STF, o senador reforçou a necessidade de autonomia do Parlamento, especialmente em temas orçamentários.

Na Câmara, apesar de atritos pontuais com o governo federal, a presidência de Hugo Motta manteve um cenário de estabilidade institucional. O ambiente abre espaço para uma intensificação do diálogo entre os Poderes em 2026.

Ano foi marcado por polêmicas no Congresso Naciona - (Jefferson Rudy/ Agência Senado) Jefferson Rudy/ Agência Senado
Ano foi marcado por polêmicas no Congresso Naciona

Veja mais sobre os fatos que marcaram o Congresso Nacional em 2025

Projetos polêmicos

O Congresso debateu e aprovou propostas de forte impacto político e social ao longo do ano. Em outubro, o ministro Flávio Dino determinou que estados e municípios adotem o modelo federal de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, com fiscalização a partir do orçamento de 2026.

Em setembro, a Câmara aprovou a chamada PEC da Blindagem, que condicionava a abertura de ações penais contra parlamentares à autorização do Congresso. Após forte reação popular e questionamentos jurídicos, a proposta foi arquivada no Senado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), impedindo sua tramitação em plenário.

Ainda em 2025, a CCJ do Senado aprovou a PEC que prevê o fim da escala 6x1, com jornada máxima de 36 horas semanais. Também avançaram o PL da Dosimetria, que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro e aguarda veto presidencial, e o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas para obtenção da CNH, sancionado pelo presidente Lula, com expectativa de redução de até 80% no custo do documento.

Congresso Nacional debateu matérias de forte impacto político e social em 202 - (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Congresso Nacional debateu matérias de forte impacto político e social em 202

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