Para quem recebe salário pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o quinto dia útil de setembro de 2026 será 5 de setembro, um sábado. A data é usada como referência para o prazo máximo para o pagamento da remuneração referente ao mês trabalhado.
A regra está prevista no artigo 459 da CLT, que determina que o salário pago mensalmente deve ser quitado, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Para essa contagem, são considerados os dias de segunda-feira a sábado, enquanto domingos e feriados ficam de fora.
Como é feita a contagem
Em setembro, a contagem começa nesta terça-feira, dia 1º, e chega ao quinto dia útil no sábado, dia 5. O feriado de 7 de setembro ocorre na segunda-feira seguinte e, por isso, não interfere no cálculo.
A sequência fica assim:
- 1º de setembro, terça-feira: primeiro dia útil;
- 2 de setembro, quarta-feira: segundo dia útil;
- 3 de setembro, quinta-feira: terceiro dia útil;
- 4 de setembro, sexta-feira: quarto dia útil;
- 5 de setembro, sábado: quinto dia útil.
Assim, 5 de setembro de 2026 é o quinto dia útil do mês para fins de contagem do prazo de pagamento dos salários. Como a data cai em um sábado, empresas que não realizam operações nesse dia podem antecipar o pagamento para a sexta-feira, 4 de setembro, conforme as condições operacionais, bancárias e as regras estabelecidas para determinadas categorias.
Sábado conta como dia útil?
Sim. Para a contagem do prazo de pagamento dos salários prevista na CLT, o sábado é considerado dia útil. Domingos e feriados não entram no cálculo.
Isso vale mesmo para trabalhadores que não têm expediente aos sábados. A regra trata especificamente da contagem do prazo para pagamento e não determina que o sábado seja um dia normal de trabalho para todos os empregados.
O que diz a CLT
O artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece o prazo máximo para o pagamento do salário quando a remuneração é estipulada por mês.
Segundo a norma, o pagamento deve ser realizado até o quinto dia útil do mês seguinte ao período trabalhado. A regra é utilizada para definir a data-limite da remuneração de trabalhadores contratados pelo regime da CLT.
O que acontece em caso de atraso?
Quando o salário não é pago dentro do prazo previsto, o trabalhador pode buscar orientação para cobrar os valores devidos. Também é possível recorrer à Justiça do Trabalho para solicitar o pagamento, observando os acréscimos aplicáveis ao caso.
O sindicato da categoria pode orientar o empregado sobre os direitos e as medidas que podem ser adotadas. Atrasos frequentes ou prolongados podem representar descumprimento das obrigações do empregador.
Dependendo das circunstâncias, o atraso no pagamento pode contribuir para o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho. Nessa situação, o empregado encerra o vínculo por falta grave atribuída ao empregador e pode ter direito às verbas previstas para uma demissão sem justa causa.