O desaparecimento das crianças Ágatha Isabele (6) e Alan Michel (4), em Bacabal, no Maranhão, completa 17 dias nesta terça-feira (20) e segue sendo um mistério. A Polícia Civil continua realizando buscas para tentar localizar os irmãos, que desapareceram no dia 4 de janeiro.
As crianças estavam com o primo Anderson Kauan (8), que foi encontrado no dia 7 de janeiro, 72 horas após o sumiço. O menino contou que os três se perderam na mata fechada e ficaram juntos por dias noites, quando acabaram se separando. Anderson estava sozinho quando foi localizado.
O primo contou que os três teriam se perdido após entrarem na mata para procurar um pé de maracujá, e que um tio das crianças teria alertado para que voltassem, mas os três teriam fugido e entraram em um matagal próximo à residência da família e conhecida da região.
Perdidas, as crianças teriam se abrigado em uma cabana abandonada no meio da mata, onde permaneceram por duas noites. No local havia um colchão velho e uma cadeira.
Anderson contou que, passados três dias, teria dito aos primos para seguirem pela mata em busca de uma saída, mas, pelo fato de Ágatha e Alan serem mais novos e estarem cansados, pararam de caminhar, e Anderson acabou seguindo sozinho. Este foi o momento que os três se separaram.
No dia 7 de janeiro, Anderson foi encontrado por um carroceiro. Ele estava a cerca de 4 km de distância do local onde desapareceu. O menino estava sem roupa e com sinais de fraqueza. A ser encontrado, o menino contou que os primos estavam um pouco mais adiante, mas as autoridades não conseguiram localizar as crianças.
Buscas completam três semanas
O desaparecimento de Ágatha Isabele e Alan Michel completa três semanas nesta terça-feira (20) e, até o momento, não há pistas de onde as crianças possam estar. Ao todo, mais de 500 pessoas estão participando das ações, que reúne forças federais, estaduais, apoio interestadual e voluntários.
A Marinha do Brasil chegou a ser acionada para ajudar nas operações de buscas, com uso de side scan sonar. O equipamento permite o mapeamento do fundo do rio e da coluna d’água, mesmo em ambientes de baixa visibilidade.
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, destacou que todas as hipóteses seguem sendo apuradas pela Polícia Civil. Apesar de outras linhas de investigação não serem descartadas, as possibilidades de sequestro e violência sexual perderam força após exames periciais em Anderson descartarem abuso.
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