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PC Siqueira: Justiça manda polícia retomar investigação dois anos após morte; veja o que se sabe

O caso volta a ser apurado após questionamentos do Ministério Público sobre laudos e versão inicial da polícia; reconstituição será nesta terça (20

20/01/2026 às 09h18

A Justiça de São Paulo determinou  a retomada das investigações sobre o caso da morte do influenciador digital Paulo Cezar Goulart Siqueira, mais conhecido como PC Siqueira, após dois anos. A decisão atende a um pedido do Ministério Público (MP), que discordou da conclusão do inquérito policial que apontava suicídio como causa da morte.

PC Siqueira: Justiça manda polícia retomar investigação dois anos após morte; veja o que se sabe - (Reprodução/Redes Sociais) Reprodução/Redes Sociais
PC Siqueira: Justiça manda polícia retomar investigação dois anos após morte; veja o que se sabe

A Promotoria avaliou que laudos periciais e depoimentos colhidos durante a apuração inicial apresentam inconsistências e lacunas que precisam ser esclarecidas. Com isso, a Polícia Civil foi autorizada a aprofundar a investigação e analisar novas hipóteses além da versão inicialmente apresentada.

Com a reabertura do inquérito, a Polícia Civil passa a considerar diferentes linhas investigativas. Entre elas estão a possibilidade de instigação ao suicídio ou até mesmo homicídio, hipóteses que não haviam sido exploradas de forma conclusiva na apuração anterior.

Pessoas que tiveram contato com o influenciador nas horas que antecederam a morte poderão ser novamente ouvidas. A medida busca esclarecer circunstâncias que não ficaram totalmente definidas nos autos, segundo o entendimento do Ministério Público.

Reconstituição do caso está marcada para esta terça-feira

Como parte das novas diligências, a reconstituição da morte de PC Siqueira foi marcada para as 10h30 desta terça-feira (20). A reprodução simulada dos fatos havia sido solicitada pelo Ministério Público e chegou a ser marcada anteriormente, mas acabou adiada.

De acordo com a investigação, a reconstituição contará com a participação de uma vizinha e do síndico do prédio onde o influenciador morava, na Zona Sul de São Paulo. A presença deles é considerada obrigatória, salvo justificativa aceita pelas autoridades.

A ex-namorada de PC Siqueira, apontada como testemunha-chave do caso, não deve participar da reconstituição. Em uma tentativa anterior, marcada para novembro de 2025, ela não foi localizada pelas autoridades. Desta vez, a mulher alegou motivos particulares para não comparecer.

Diante disso, a versão apresentada por ela será reproduzida com base no depoimento já prestado à Polícia Civil. Segundo o relato, o influenciador teria cometido o ato na presença dela, dois dias após o término do relacionamento.

Conclusões do inquérito inicial são questionadas - (Reprodução/Redes Sociais) Reprodução/Redes Sociais
Conclusões do inquérito inicial são questionadas

O primeiro inquérito policial foi concluído em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial de Santo Amaro. À época, a investigação confirmou a versão de suicídio apresentada pelo Instituto de Criminalística, com base em laudos periciais.

Os exames apontaram indícios de automutilação e a presença de drogas e medicamentos no organismo do influenciador. Os peritos concluíram que essas substâncias não foram a causa direta da morte, o que levou o Ministério Público a questionar a consistência do conjunto probatório.

A defesa da família de PC Siqueira sustenta que a hipótese de suicídio não pode ser considerada definitiva. Os advogados afirmam que há elementos ainda não analisados de forma conclusiva, o que justifica novas diligências.

Quem foi PC Siqueira?

PC Siqueira morreu aos 37 anos, em 27 de dezembro de 2023, no apartamento onde morava, na Zona Sul da capital paulista. Ele foi um dos pioneiros na produção de conteúdo digital no Brasil, com projeção nacional no YouTube e passagens por programas de televisão, como na MTV.

Antes da morte, o influenciador também esteve envolvido em uma investigação relacionada à divulgação de imagens de abuso sexual infantil, após o vazamento de mensagens privadas em 2020. Laudos posteriores não identificaram material ilícito em seus equipamentos, e ele sempre negou as acusações. A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi relatado em junho de 2024 e não há novas informações.


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Com edição de Nathalia Amaral.