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Obra de pesquisadora piauiense reúne resultados de estudo sobre escolas públicas bilíngues e debate o acesso ao ensino de línguas no Brasil

O livro defende que o acesso às línguas adicionais deve ser compreendido não como privilégio, mas como direito. A discussão ganha ainda mais relevância em um

23/09/2026 às 11h29

23/09/2026 às 11h29

É possível construir uma educação bilíngue de qualidade na escola pública? Quais desafios precisam ser enfrentados e quais experiências já mostram que esse caminho é possível? Essas são algumas das questões presentes no livro “Educação Bilíngue na Escola Pública Brasileira: mapeamento crítico das práticas e percepções” da pesquisadora e educadora piauiense Thalita Arré.

Obra de pesquisadora piauiense reúne resultados de estudo sobre escolas públicas bilíngues e debate o acesso ao ensino de línguas no Brasil - (Divulgação) Divulgação
Obra de pesquisadora piauiense reúne resultados de estudo sobre escolas públicas bilíngues e debate o acesso ao ensino de línguas no Brasil

O livro será lançado nessa quinta-feira (24) às 18:30h no espaço cultural Meduzza Bar (Zona Leste) e ainda contará com a participação da turnê de divulgação do recém lançado quadrinho piauiense “O Falso Francês” com a presença dos autores Bernardo Aurélio (quadrinista), Ítalo Damasceno (autor) e João Luiz (roteirista).

Além do lançamento e da turnê, os autores farão uma breve participação para introduzir a Ideia central de suas obras com um bate papo mediado e com a participação da plateia.

“Educação Bilíngue na Escola Pública Brasileira” é resultado de uma pesquisa de doutorado realizada na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a obra apresenta um panorama promissor e desafiador da educação bilíngue em escolas públicas brasileiras.

O livro defende que o acesso às línguas adicionais deve ser compreendido não como privilégio, mas como direito. A discussão ganha ainda mais relevância em um cenário em que o conhecimento de outras línguas pode ampliar possibilidades de formação, acesso à informação, participação social e interação com diferentes culturas.

A pesquisadora relata que o aprendizado de uma língua adicional “amplia repertórios linguísticos e possibilita acessar diferentes conhecimentos, perspectivas e formas de interpretar o mundo”.

Ela acrescenta que esse aditivo intelectual “favorece a consciência intercultural, permitindo compreender outras culturas”, e esse acréscimo chega “sem desvalorizar a própria língua e cultura”.

Sobre a turnê de divulgação de “O Falso Francês”, os autores apresentarão a adaptação da primeira obra de uma tetralogia que conta a história de um escritor tentando uma publicação em jornal dominado por escritos estrangeiros.

Em tom de novela, a história narra as aventuras de João Manuel, com uma linguagem bem própria da teledramaturgia brasileira. Talento, preconceito e dissimulações presentes na trama.

O encontro cultural também será conduzido por música (discotecagem e pocket show), além da oportunidade de uma conversa pessoal com todos os autores, autografando suas obras.

Thalita Arré é doutora em Letras pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Letras e graduada em Letras-Inglês pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Atua na área de educação bilíngue e internacional, com experiência em gestão pedagógica, currículo e formação docente. Atualmente, é coordenadora pedagógica dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e coordenadora do Middle Years Programme (MYP) do International Baccalaureate (IB) em uma escola bilíngue de Teresina. Sua trajetória acadêmica e profissional está ligada à educação bi, multi e plurilíngue, à escola pública bilíngue e à formação de professores.

Por Henrique Douglas