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Liquidação da Will Financeira obriga clientes a manter pagamentos e aguardar FGC

Banco Central decretou saída da instituição do mercado após inadimplência com a Mastercard; dívidas seguem válidas e aplicações ficam congeladas até atuação do liquidante.

21/01/2026 às 17h38

21/01/2026 às 17h38

A liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank), decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central, muda de forma imediata a relação dos clientes com a instituição, mas não extingue as obrigações contratuais já existentes. Especialistas alertam que dívidas, como faturas de cartão de crédito e parcelas de empréstimos, devem continuar sendo pagas dentro do prazo para evitar inadimplência e restrições no nome.

Com a decisão do Banco Central, a Will Financeira deixa de operar no mercado financeiro. As atividades são interrompidas, as aplicações dos clientes ficam congeladas e um liquidante é nomeado para avaliar a situação patrimonial da empresa. Esse profissional será responsável por levantar os valores que a instituição tem a receber e a pagar, além de definir como será feito o ressarcimento dos credores.

Liquidação da Will Financeira obriga clientes a manter pagamentos e aguardar FGC - (Divulgação/Banco Will) Divulgação/Banco Will
Liquidação da Will Financeira obriga clientes a manter pagamentos e aguardar FGC

Apesar da paralisação das operações, contratos firmados anteriormente continuam válidos. De acordo com especialistas do mercado, deixar de pagar as faturas em aberto não é uma opção viável, já que a dívida não é perdoada e está registrada no Sistema Financeiro Nacional. As faturas não pagas geram inadimplência e podem levar à inclusão do nome do cliente em cadastros como Serasa e SPC.

Já no caso do dinheiro mantido em conta ou aplicado em produtos financeiros, o cliente precisa aguardar o andamento do processo de liquidação. A expectativa de recuperação depende do tipo de produto contratado e investimentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos oferecem maior segurança.

Produtos que não contam com essa proteção, como alguns títulos específicos, podem representar maior risco de perda parcial ou total, a depender do resultado da liquidação. Ainda assim, a prioridade do liquidante é identificar os ativos disponíveis para honrar os compromissos da instituição.

A Will Financeira, ligada ao Banco Master, teve a liquidação decretada após não cumprir pagamentos à operadora de cartões Mastercard, que suspendeu o uso dos cartões da fintech na véspera da decisão. Todos os cartões de clientes foram cancelados e não podem mais ser utilizados.

Segundo dados divulgados pela própria instituição, a Will possuía cerca de 12 milhões de clientes, com operações que envolviam cartões de crédito, empréstimos e investimentos. No último ano, movimentou aproximadamente R$ 7,5 bilhões e mantinha cerca de 1,1 mil funcionários. Estimativas indicam que a liquidação pode gerar até R$ 6,5 bilhões em pedidos de ressarcimento ao FGC, considerando os depósitos a prazo registrados até setembro de 2025.

Em nota publicada em seu site, a instituição afirma que os investimentos dos clientes são protegidos pelo FGC e que, diante de situações inesperadas no mercado financeiro, não haverá perdas dentro dos limites da garantia. Enquanto isso, clientes devem acompanhar apenas comunicados oficiais e manter suas obrigações financeiras em dia até a definição dos próximos passos do processo.


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Com informações da Agência Brasil.