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Haddad diz que caso Banco Master pode ser a maior fraude bancária do país

Ministro afirma que o governo acompanha atuação do Banco Central após liquidação da instituição e destaca impacto potencial sobre o sistema financeiro.

13/01/2026 às 17h33

O ministro da Fazendo, Fernando Haddad, afirmou, nesta terça-feira (13), que o caso do Banco Master pode se configurar como maior fraude bancária da história do Brasil. A declaração foi feita após a decretação da liquidação da instituição financeira, medida conduzida pelo Banco Central (BC), que passou a ser acompanhada de perto pelo Governo Federal.

Ao chegar ao Ministério da Fazenda, em Brasília, Haddad disse que a gravidade das suspeitas exige cautela, rigor técnico e respeito aos procedimentos legais. Segundo ele, é necessário garantir espaço para a ampla defesa, mas sem perder de vista a proteção do interesse público e a estabilidade do sistema financeiro. “Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país. Então temos que tomar todas as cautelas devidas”, afirmou.

Ministro da fazenda do Brasil, Fernando Haddad, e presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo - (Lucas Landau/MF/Agência Brasil) Lucas Landau/MF/Agência Brasil
Ministro da fazenda do Brasil, Fernando Haddad, e presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

O ministro relatou que mantém diálogo permanente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, desde o início do processo de liquidação. Haddad declarou confiança na atuação da autoridade monetária e avaliou que o trabalho técnico realizado até agora foi consistente. Fernando disse estar seguro quanto às medidas adotadas pelo BC diante do cenário apresentado.

Além do acompanhamento direto da Fazenda, o caso também passou a envolver órgãos de controle. Haddad informou que tratou do assunto com o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo. De acordo com o ministro, uma reunião realizada na segunda-feira (12) entre Galípolo, Vital do Rêgo e o relator do processo do TCU, Jhonathan de Jesus, indicou convergência sobre a leitura dos fatos e a importância da apuração.

Para Fernando Haddad, a articulação entre Banco Central e TCE é relevante para assegurar transparência e respaldo institucional às decisões tomadas. O ministro avaliou que a investigação precisa avançar de forma técnica para esclarecer eventuais responsabilidades e dimensionar o impacto real do caso.

Haddad também comentou os reflexos da liquidação do Banco Master sobre o Fundo Garantidor de Créditos. Segundo ele, o FGC terá central na proteção dos depositantes, garantindo valores de até R$ 250 mil por pessoas física, conforme as regras atuais. O ministro lembrou que o fundo é abastecido por recursos de todo o sistema financeiro, incluindo bancos privados e públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Na avaliação de Haddad, o episódio reforça a importância dos mecanismos de proteção aos correntistas e ao sistema financeiro. Ele afirmou que a apuração completa será fundamental para evitar que situações semelhantes se repitam e para preservar a confiança no setor bancário nacional.


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Com informações da Agência Brasil.